15 de jan de 2017

Falta de consistência e consciência

Escrevo como quem fala dormindo.
A poesia brota de algum lugar surdo, como o fundo de uma garganta, como um pedaço de inconsciência. 
Resultado: poesia inconsistente por natureza. 
Provoca estranheza, talvez, naquele que lê procurando respostas, procurando perguntas confeccionadas por uma vida significativa e por horas e horas de leituras filosóficas. 
Chega e acaba lendo bobagem. Bobagem quando é visto por fora, quando parece que não brotou de um ser humano, mas de um teclado que resolveu sortear palavras por diversão. 
Não é bobagem. Pelo menos não pra mim, por mais que seja frase balbuciada num estado anestesiado. 
Poesia bêbada, sonolenta, de fim de tarde, quando os pensamentos estão bagunçados. 
Poesia lógica é pra doutores de faculdade e advogados.
É rica, mesmo assim. Qualquer voz humana é válida. E significa algo. 
Daí a poesia tem duas partes: O mistério e a descoberta de significados...


Rebeca Lima