30 de nov de 2016

Sou amor

Esta poesia fora escrita à beira da meia-noite, no dia 29.11.2016. Originalmente, possuía outra estrutura de escrita e, ao digitar para o Turma de Escritores, pude senti-la novamente, com novas palavras e sentimentos. 

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Sou amor
ainda que fraco 
cada poro que possuo neste corpo magro
emana ao vento 
pureza ao horror
Carregue-o!
Toquem-no!
Leve este aos que
vazios
vagam tontos 
nas ruínas dos próprios erros humano-imbecis 
Não queiras, não,
bloquear meus poros
de 
respirar
enviar
receber...
Pois
carrego nestas veias
neste sangue
no pouco pesar no peito
o dever de salvar o mundo de um futuro repleto de caos
O que seria de mim
caso não respondesse meus instintos-humanista?
O poeta traz consigo
a própria carga
seja amor
seja tristeza
seja ódio
seja desejo...
A poesia que em mim
na sua essência mais bruta
não permite que abstenção alguma 
interfira nesta dança de distribuição ao universo
Torço para que todos os corpos-mutilados 
recebam esta energia bela e profunda 
A carga de um desconhecido
A carga de um poeta em desalinho
Vos digo:
ninguém há de parar-me!
Se estou às últimas
faço-o para que
outras
talvez uma
possa-m salvar vidas
Despeço-me ao fim desta dança
poupando o pouco vestígio deste
para finalmente partir em paz.