26 de out de 2016

Escritor de Esquina

Diferente do que lhes apresentei, desde minha entrada ao Turma de Escritores, decidi escrever sobre algo que me atordoa profundamente. Talvez eu traga outro escrito sobre esta questão. 

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Há muito tempo convivo com dilemas. Há pouco tempo entre uma resposta e outra.
Viver, constantemente, num meio-termo é parar de viver para, simplesmente, cair em estado catatônico; amordaçado e amarrado às vontades de um "ser superior".
Digo-lhes, possuo este mal. Desde mais novo, afirmo com plena certeza, minha mente sempre trabalhou. Claro que, quando me refiro a esta determinada forma de trabalho, vos digo que não fora algo bom. E não é!
Pensar descontroladamente não é saudável.
Sempre fui vítima das armadilhas que minha mente impõe. Não somente isto bastasse, a pressão da família, o tempo, eu... todas estas cobranças... anseios. Devaneios. Existe, sim, a cobrança consigo. Todos estes fatores desenvolvem-se como uma bola de neve. Até o último instante.
Durante esses anos, procurei - e ainda procuro - formas para lidar com toda e qualquer forma de prisão, estas, impostas - inconscientemente ou não - por terceiros, por mim. Descobri esta paixão que é a Escrita!
Quem diria? Eu... um escritor?! Um poeta?!
Pois bem! Percorri por um longo caminho, repleto de incertezas, até chegar à esta área da Língua Portuguesa que, aliás, é uma arte!
Busquei, continuo, o conforto que oferecem as poesias, os contos - até os que nunca cheguei a terminar -, a escrita como um conjunto.
Ainda assim, vez e outra, caio nas "benditas" armadilhas. Começam os questionamentos. Começam as dúvidas quanto à minha escrita. Começam as sessões de torturas-mentais!
No fim do dia, tudo que eu quero, tudo que preciso é escrever!
Deixo a seguinte questão: Todos os escritores têm estes frequentes sintomas?