22 de out de 2016

Desamôres

Escrito, originalmente, há uns meses à querida amiga, Valéria Felix.

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Estive sonhando
durante um tempo
amôres e desamôres 
não tão longínquos 
Foram amôres que enchiam-me o peito
com belas poesias que sorriam à alma
Eu estava viva!
Feliz era
por estar sendo beijada pelos lábios
que
de algum modo
me encontravam
e correspondiam
os devaneios de um coração que
resistia noites a fio
Seus braços resgatavam-me dos pesadelos que
me mantinham presa
refém 
ao medo
Podia sentir a primavera florescendo em nossos corações
quando encontramos o inverno rigoroso
O último beijo
enfim
me despertou de um sonho para o qual vivia
Foi quando me via perdida às próprias pegadas
rastros à neve
Já não sentia a vida que minha primavera
outrora
havia ofertado
Estava à deriva
num penhasco
por anos
tentando encontrá-lo aonde quer que estivesse...
Até
que
Eu
desisti
Acordar de um sonho para o qual vivi 
no qual sentia e possuía o mais puro amôr 
custou-me noites e madrugadas aos olhos
Incertezas e inseguranças de um coração
não mais ingênuo!
Os dias atropelavam os ponteiros
As noites caminhavam a fim de me destruir
Até
que
novamente
adormeci...
Sentia-me entregue às incertezas de uma loucura
e
quando finalmente o encontrei
soube por fim
o que eram os desamôres.

por: Bhreenndo Mendes.