9 de mar de 2016

Mar de Decepções

Esquecer é difícil.
Mas quem disse ser impossível?
Até agora, pergunto-me o porquê de ter aceitado tal situação.
Mas apesar do meu amor incontrolável,
Descobri que não adianta de nada sentir tudo por alguém,
Sendo que o mesmo não demonstra o suficiente
Para tal sentimento fluir.

Do mesmo modo,
Ainda te procuro em outros rostos,
Em outras vidas.
Talvez até te encontre,
Mas não fará tanto sentido.

Descobri que promessas não duram para sempre.
Apenas são ditas da boca para fora,
Em busca de “confortar” corações aflitos.
O meu já estava assim há um tempo.
Entretanto, meu silêncio ainda falava mais alto.

Descobri que o amo,
Não é algo que se possa pedir a alguém.
Mas o nosso foi se construindo,
Em cima de momentos.
Sejam eles difíceis,
Bons,
Talvez “mágicos”.
Mas não foi o necessário.

Talvez eu seja uma garota muito intensa
Para ter que ficar na beira da praia.
Ou sou alérgica a pessoas rasas.
Não digo que você foi uma delas,
Mas tuas atitudes
(desgastadas pelo tempo)
Te autodestruíram.
 E por consequência, apagou todo o fogo que havia em mim.
Enfim.
Espero que ao menos tenha sobrado uma faísca
Dentro do meu peito.
Para que, finalmente eu possa te avistar e dizer:
“É, o amor não morre, só esfria.”