2 de dez de 2015

Eu nunca sei o que estou sentindo.

Me falta o ar.
Eu nunca sei o que estou sentindo.
Olho pro meu passado e não sei se fico feliz, ou se fico triste.
A vida era confusa, cheia de erros, é claro. Mas lá eu me identificava.
Certamente eu estava quase sempre rodeada de amigos que não é amigo, mas eu lutava com isso todos os dias e estava bem.
Ora, alguém bateu na minha porta, com a mais bruta força, e eu abri tão rápido que não pude me despedir.
Aqui estou eu, vivendo uma outra vida, com uma nova história. Eu não sabia, juro, não sabia onde tudo ia dar, mas arrisquei sem medo de errar.
A luz que me rodeava era tão reluzente, esqueci por algum tempo quem eu era, ao mesmo tempo que me encontrava.
Se parece confuso pra você imagine pra mim, que tento explicar nossa história, mas não sei se tem um fim.
Eu nunca sei o que estou sentindo.
Nossas risadas eram verdadeiras, mas você não me parecia real.
Eu meio que duvidei do futuro e tudo que tínhamos ali. Sim, foi momentâneo. Cada passo seu dado, eu recuava dois.
Eu me escondia na concha e você nem percebia, então se era mesmo isso, que falta eu faria?
Sempre senti que o mundo era sustentado por uma única pessoa. As conversas desapareciam se era só eu e você.
Aos sorrisos tímidos, a relação era desconexa. Havíamos chegado à algum lugar?
Me desculpe se entendi errado. Eu via que não me encaixava ali.
Eu nunca sei o que estou sentindo.
Agora lembrando tudo, creio que encontrei mais alguns erros e mais alguns motivos. Era você ou era eu?
Não, era a vida. Ela não quis que eu acordasse para lhe dar bom dia, nem que tivesse mais alguns anos para verificar. Ela me arrancou daquela ilusão e é por isso que eu escrevo, é por isso que eu tento.
Só a gente consegue entender. Só a gente consegue sentir.
Mas na verdade, eu nunca sei o que estou sentindo.