29 de set de 2015

NOVA CINDERELA

E SE CINDERELA TIVESSE TOMADO ALGUMA ATITUDE?

Estou meio perdida,
não sei por onde ir
Meus medos me consomem,
me assustam, não me deixam sorrir

A porta já bateu,
estou aqui fora na chuva,
minha vontade era voltar
e encontrar alguma outra ajuda

Me lembrando de cada detalhe,
vi meu rosto esquentar
A inquietude era tanta
mas me lembro também que ninguém sequer quis escutar

Cade as pessoas que me criaram?
As palavras machucavam muito e saíam como fogo
Meu peito ardia de um jeito
e meu estômago rodava como um louco

A briga mais feia que já tive,
eu as queria respeitar,
dei a elas algum espaço
já não valia mais a pena ficar

Na visão alheia eu era capaz
eu ouvia dia após dia
"sua existência incomoda, nos deixe em paz"
e no momento era isso que eu queria

Madrasta raivosa,
nunca ousei lhe desafiar
Mas tudo tem o seu limite,
e ali não era mais o meu lar

Minhas irmãs estavam ali,
rindo por terem ganhado mais espaço
Eu saí sem nada, sem comida
 no cabelo só um laço

Até mais, queridas irmãs
fui procurar algum futuro
talvez aviste algum príncipe
a quem dedicarei meu mundo

Já não lhes devo meu serviço
talvez um dia topemos
mas desejo-lhes melhoras
dessa vida triste, de venenos