14 de set de 2015

+16 Alguém bateu na porta

Deito na cama e fecho os olhos, você vem até mim, o tempo passa, coisas acontecem e finalmente ficamos a sós, eu e você em um lugar confinado, quando você fecha a porta atrás de si eu sei que é a hora, é a hora dos meus lábios irem ao encontro dos teus. Te envolvo nos meus abraços e aperto teu corpo contra o meu, há força no beijo, há fogo queimando a espera. Mordisco o canto da tua boca, minhas mãos descem até tua cintura, vou até sua orelha e pergunto em um sussurro “Você está pronta?” você aperta meus braços ao sentir meu hálito quente quando pronuncio as palavras, então eu mordo a ponta da sua orelha e ainda com ela entre meus dentes puxo-a levemente para baixo e solto, você diz meu nome em resposta, a forma como diz sugere um aviso, um aviso de que devo ter cuidado, cuidado com o que estou despertando em você. Eu desço fazendo uma trilha de beijos pelo seu pescoço e entre eles pergunto “Eu o quê?” e continuo beijando até chegar em seu ombro, quando chego lá faço todo o caminho retornando até sua orelha com a língua e você responde minha pergunta cravando suas unhas em mim. Alguém bate na porta atrás de ti nos tirando do transe, pergunto quem é e a resposta é uma música, abro a porta, abro os olhos e vejo quem é, é só meu despertador dizendo-me que mais um dia começou.