22 de set de 2015

Agora... Um poema fúnebre e alegre.

Aprendi que a morte não bate na porta. 
E não tem hora pra chegar. 
Foi numa noite chuvosa. 
Que vi o fio da meada cortar. 

Era uma loucura. 
Tudo num turbilhão. 
As emoções em figuras. 
Rostos de desconsolação. 

O que pudemos fazer, fizemos. 
O nosso melhor. 
Eu o amava, e só de querer... Enchia três baldes num só.

Tudo estava a flor da pele, tudo bem inseguro. 
Todos mudos. Todos surdos.
Só haviam dores e vultos. 
Já não eram pessoas, talvez fossem sombras. 
E o inconsciente me domava, me preenchia, me desejava, borbulhava...
Não quero entrar nessa história! Só ficar a espreita. Quietinha.. 

Tarde demais! A história já está em mim.
Meu meu meu meu,  e se foi.... 
Não mais meu. Só de Deus. 
Se foi. Sorriu. Não mais as dores. Adeus, sofrimento. Adeus. Eu os amo.

Eternamente.