15 de mai de 2015

Madrugada

Madrugada

Jogadas na mesa estão
as malditas cartas de Amor.
Amassadas transbordando a lixeira,
as minhas palavras de dor.
Rasgadas pelo tapete,
estão as fotografias.
E aqui martelando no peito,
tristeza e agonia infinitas.



Nota do Autor:
Como Administrador do Turma de Escritores, uma das coisas que busco é fazer com que os autores postem os mais variados tipos de texto. Sejam crônicas, contos, poesias, qualquer coisa. Mas o que mais postamos é poesia (sim, me incluo nesse meio por que apesar de pedir variedade acabo entrando nessa), até brinco dizendo que vou trocar o nome do blog de Turma de Escritores para Turma de poetas. Vamos ver se esse ano conseguimos variar mais nossas publicações. E ainda temos planos de esse ano fazer nosso primeiro Sarau de Poesia (olha a poesia aí denovo).
Mas falando dessa poesia, não vou dizer que ela saiu de algum sentimento doloroso ou algo do tipo, não, não mesmo, não é minha praia. Essa poesia nasceu depois que uma amiga me desafiou a fazer alguma poesia do nada, em um tempo vago do cursinho. E estranhamente, esse poesia foi feita pouco antes de uma aula de literatura, cujo o tema era o Romantismo. Então, se essa poesia existe, e se você que leu gostou, agradeça à Ákila Crispiano.