20 de abr de 2015

Agora

Eu só queria escrever algo lindo. Algo que em cada palavra suave e de bela sinfonia deixasse o leitor pendurado no expecto ao depois. Mas, não sou assim. Não sou suave, delicada, ou mesmo bela. Não sou como uma rosa em sua maciez e maleabilidade, ou mesmo com a sutileza de seus espinhos. Mas, eis então o que sou. Sou como o aço, uma corrente de aço, que é fria, calculada milimetricamente para o encaixe dos elos. Mas, ainda assim dizem que a beleza está nos olhos de quem vê, talvez a frieza e força do aço sejam belos. Me veja. 

1 de abr de 2015

1º DE ABRIL

Se queres mesmo saber?
Pois, bem...
Não foste nada para mim.
Desde o inicio,
Esperei pelo fim.
Nunca te tive carinho,
Nem sentimento algum...
Teu beijo?
Foi apenas mais um.
Teu abraço?
Apenas diversão.
Nunca tocou meu coração...
Foste apenas uma brincadeira,
Que para mim, de nada serviu.
E para findar essa história inverdadeira,
Hoje, é 1º de Abril.

Papo sério

Alma minha, pega leve, não se entristece
Nada de desapontamento, fica atenta
O passo é lento, na saudade que anoitece
Verso o verbo, na inspiração que sustenta
Esse coração faminto, que não faz regime
Absorve as proteínas, é guloso esse menino
E versa com vontade, pode, mas não reprime
E as palavras voam, num breve desatino
Alma, espera, amanhã é outro dia, quinta-feira
Só não ria, para não chorar depois, fica séria
E nessa poesia, as rimas caem assim tão faceiras
Mas pondero, minha amiga, chega de misérias
Faço vista grossa, e a garganta até engrossa
Engole as lágrimas, calma, pense nas rimas
Bebe, mas não se embriaga, fica toda prosa
E se for tomar remédio, pensa em aspirina.