24 de fev de 2015

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“A leve brisa do mar carregada de maresia, arranca-me de meus devaneios. E em minha linha de visão deparo com a última coisa que alguém poderia imaginar naquela situação: um mar carregada de explosivos. Onde só se vê uma bandeira branca no além do horizonte, como uma miragem. Mas, então me dou conta de que este mar não é de água salgada, mas sim de rostos tristes que me encaram. Rostos que reconheço, rostos de pessoas que machuquei. Rostos de pessoas que perdi, para sempre. E no meio de toda aquela confusão, daquele sofrimento, eu os avisto, aqueles olhos hipnotizantes. Que me convidam a segui-lo. E que eu sem perceber, arrasto meus pés para alcançá-los.”
- Dia 05

{Continua...}