26 de fev de 2015

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“O dia está acabando, e o pôr do sol me encanta com seu último lance de luz em meus olhos. Olhos. Meus olhos castanhos. Seus olhos castanho-claros. E é então que me dou conta de que esta é a última vez que nos vejo assim, de mãos dadas ao pôr do sol, olhando-nos nos olhos com um brilho e uma voracidade surpreendente. E ouço com aquela voz rouca, e aqueles lábios rachados ao sussurrar no meu ouvido: “Juntos Sempre”. Em um ônibus fretado para turistas, saindo de um país que deixou lembranças boas, durmo sorrindo. Sem querer pensar no amanhã. Sem querer pensar em como vou acordar com um vazio ao meu lado. Sem aquele brilho nos olhos.”
- Dia 06
 {FIM}

24 de fev de 2015

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“A leve brisa do mar carregada de maresia, arranca-me de meus devaneios. E em minha linha de visão deparo com a última coisa que alguém poderia imaginar naquela situação: um mar carregada de explosivos. Onde só se vê uma bandeira branca no além do horizonte, como uma miragem. Mas, então me dou conta de que este mar não é de água salgada, mas sim de rostos tristes que me encaram. Rostos que reconheço, rostos de pessoas que machuquei. Rostos de pessoas que perdi, para sempre. E no meio de toda aquela confusão, daquele sofrimento, eu os avisto, aqueles olhos hipnotizantes. Que me convidam a segui-lo. E que eu sem perceber, arrasto meus pés para alcançá-los.”
- Dia 05

{Continua...}

23 de fev de 2015

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“Durmo um sono sem sonhos. Sinto-me triste por tê-lo perdido. Decepcionada por não saber o que fazer. Gostaria de alcançá-lo, mas por mais que eu corra: não é o suficiente.”

- Dia 04
 {Continua...}

3 de fev de 2015

S

Segredos segregados
sumidos sem sacarmos
sonetos sinceros
sarjetas sem sujeiras