20 de jan de 2015

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"O barulho do mar, e os raios do sol que aquecem meu corpo, me acordam pela manhã. E me vejo parada, ao léu no chão, no meio do nada. Olho para todos os lados em busca de alguém, em busca de ajuda, mas só o que vejo são dunas e mais dunas de areia, e um infinito mar azul. Não lembro de como vim parar aqui. Não lembro meu nome, não lembro nada. Não sei o que fazer. Então decido correr, correr atrás de socorro. Atrás de alguém, atrás de outra vida. E é então que esbarro em um corpo no chão, uma garota com longos cabelos cacheados, e um sorriso no rosto, que me olha como se fosse a única coisa no mundo de que ela necessitasse, como se eu fosse o oásis daquele imenso deserto. "    - Dia 03.
 {Continua...}

18 de jan de 2015

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"E então, a máscara cai. Revelando seu coração imperfeito, e sua face devastada pela tristeza. Mas, aqueles olhos (ah aqueles olhos!) não sei mais o que pensar a seu respeito. Há ali ternura ou dureza? Parece-me ternura, pelo seu jeito sorridente, e quando nossos olhares se cruzam não há mais nada ao redor. Talvez ele não seja mesmo um anjo caído, mas sim um guardião, o meu protetor. " - Dia 02. 

{Continua...}

17 de jan de 2015

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" Eu podia mergulhar nesses olhos. Poderia me afogar, e morrer. Mas, ainda assim morreria feliz. E é com esse último pensamento que sigo em frente, me atirando ao vazio. E por incrível que possa parecer sem medo algum. " - Dia 01. 

{Continua...}

15 de jan de 2015

A menina do sinal azul.

Gosto da minha vida cheia de meio amores, não sei se conseguiria lidar com um amor inteiro. Sou cheia de poucos. 
Não sou do tipo que conseguiria amar alguém raso, preciso de um oceano, de uma cachoeira muito, muito funda, alguém pra me afundar, pra me afogar, pra me transbordar. 
Um redemoinho que me sufoque docemente sem me matar. 
Não de um lago ou uma lagoa. 
Alguém que eu nunca conseguiria me livrar, porque esse alguém estaria embrenhado nas minhas entranhas. 
Sou furacão, sou brisa passageira que te esfria numa tarde de verão e te esquenta numa noite fria. 
Sou inconstante, sou constante. 
Todo dia sou quem sou mas diferente do dia anterior. 
Sempre estou aberta a novos amores, novas possibilidades, mas isso não significa que serei cativada, não significa que me prenderam pra sempre, comigo ter minha atenção não significa quase nada, não quando é por curto tempo. 
São poucos os que sempre me mantem cativada. E eu preciso ser cativada pra ficar.
Quero alguém que me prenda, mas que culpa tenho se sou água que escorre pelos dedos? Que sou ar que vai e vem por onde quer e quando quer? Me prenda sem me aprisionar e ficarei.

Trapos

Te vejo em costura artesanal
entre linhas de vagas certezas
os tecidos estão perfeitos na mesa
mas ainda há dúvida no ar

As agulhas espetam menos que palavras
a fúria da luxúria te tece, te afaga e te veste
os ouvidos são costurados com trapos de silêncio
os olhos são tapados, ofuscando a visão das outras preces

te vejo em postura angelical
ignorando o que ecoava ao redor