31 de dez de 2014

Devaneios

Palavras do Autor:
Faz um bom tempo que os escritores do blog postam apenas poesias na maioria das vezes, só vez ou outra que lembramos de escrever um outro tipo de texto, meu ultimo texto se não me engano foi uma poesia. Mas agora, resolvi atacar com essa crônica, quer dizer, ao menos eu acho que é uma crônica. Mais uma vez, resolvi mudar a aparência do blog (que os outros não reclame, coloque em discussão no grupo e poucos prestaram atenção). Talvez esse seja o último texto do ano, talvez não, espero que gostem de qualquer forma. E para encerrar as palavras do autor, analisei o que foi feito nesse blog nos seu tempo de existência, vamos melhorar. Fiquem agora com o texto, com os meus devaneios...

Seis horas da manhã, quase sete, acordado desde as quatro horas da tarde, e neste momento pensando “que merda de URL e título fui dar ao meu blog próprio?”, mas isso é coisa pra se resolver depois. É também o penúltimo dia do ano, e sobre isso só penso “e o Quico?” (sim, é assim que se escreve o nome do Quico do seriado Chaves que faz parte da infância de muitos, não é Kiko, esse se não me engano era o do KLB), é mais um dia apenas, podendo ser bom ou ruim, depende do que eu vou fazer com ele. Continuando com meus pensamentos, estou muito afim, mas muito afim mesmo de fazer um texto que tenha a seguinte fala para um dos personagens: “Mas eu tenho a sensação, que nós somos imortais. Nossa vida é emoção.” E como resposta, uma garota diga a ele: “Ainda bem.” Sendo essas falas, trechos de uma música da banda Ramirez, que gosto muito. E tenho toda a situação, o contexto desse momento bem arquitetado na minha cabeça, seria algo mais ou menos assim: Estão os dois sentados a beira de algo (ainda não decidi esse algo), Ele apresenta um leve cansaço, misturado com alguma relutância em entregar os pontos. Já Ela, está curiosa com a situação, e obviamente, Ele quer conquistá-la, são amigos a muito tempo, até mesmo tiveram algo quando estavam bêbados numa festa apesar de tentarem não levar isso em conta e quase sempre conseguirem. Existe algo entre os dois, e eles sabem. Ele quer dar vazão a isso, assumir o que sente, Ela não sabe bem se quer dar vazão, mas no fundo é o que ela mais quer (ser humano é bicho complicado, até quando a parada é ficcional!). Analisando isso que pretendo escrever não consigo não dar razão a Manuela quando ela diz que sou um eterno apaixonado, mesmo estando indiscutivelmente solteiro.
Engraçado… só tenho conseguido escrever se for em total silencio, como agora. Se ponho uma música de fundo, travo. Percebi isso há tempos, mas só agora me toquei que foi isso o que mais afetou o meu desempenho na NanoWriMo desse ano que tentei participar (NaNoWriMo é um esforço mundial em que escritores tentam escrever um livro de cinquenta mil palavras em um mês). O que para mim é uma prova de que virei um cara bem mais calmo, e bonzinho, do meio do ano pra cá. Isso, e o fato de que uma das coisas que eu mais disse de lá pra cá foi “Relaxe”, não pra mim, mas para aqueles que conheço. E acabo de decidir que preciso inventar um doce chamado jiromba, graças a uma conversa besta com um amigo, apenas para poder sair pela tangente. mas voltando a esse papo de “cara mais calmo” (esse texto é um oferecimento das aspas, que to usando a dar com pau), to aproveitando pra repensar muita coisa, e eu estar lendo coisas como O Guia do Mochileiro das Galaxia e Augusto Cury me faz pensar e repensar muito mais, o que pra mim tem sido ótimo. Dois mil e quinze (sim, não pretendo usar números neste texto) vai ser um ano bem interessante pelo visto. Estou mais calmo e com a mente a mil, o que me parece um tanto contraditório mas foda-se, tô nem ai, tá ótimo assim, talvez termine alguns textos que andei protelando e outras coisas que protelei também. Talvez. E agora, chegamos ao fim deste devaneio, quero voltar a ler A Vida, o Universo e Tudo mais. É revisar o texto e me despedir, mas antes, gostaria de compartilhar que enfim me livrei de algo que tava me incomodado tem bastante tempo, enfim encontrei uma palavra para a parte alfabética da minha nova senha! É só isso, tchau, e obrigado por ler.

10 de dez de 2014

TENHO CIÚMES

Teu corpo vou esconder,
tenho ciúmes do mar.
Ele, a ti, quer prender
e com Poseidon guardar.
Teu corpo vou esconder,
tenho ciúmes do vento.
Ele quer te levar.
Voar pelo firmamento.
Teu corpo vou esconder,
das flores tenho ciúmes.
Elas procuram obter,
a fonte dos teus perfumes.
Teu corpo vou esconder,
tenho ciúmes da lua.
Ela, vadia, quer ter,
o brilho da pele tua.
Teu corpo vou esconder,
tenho ciúmes do mundo.
O medo de te perder,
é meu temor mais profundo.

3 de dez de 2014

Os cordeiros e o abatedouro"



Os cordeiros deixaram de se contentar com o abatimento.
Os cordeiros não se contentam mais com histórias de um belo pasto verde preparado por um grande pastor que também faz parte da grande história.
Eles perdem seu senso de direção e se separam do rebanho.
Seguir um caminho que apenas "possivelmente" possa existir se torna doloroso para aqueles que se cansam de berrar para um pastor que sobretudo é apenas uma "possibilidade de existência "
O medo assume os dois lados de seus caminhos, acompanhado com insegurança e o abondono.

Suas lãs tomam um tom preto, para diferenciar a pureza da fé, da podridão da dúvida que os cerca, esta que os deixa inseguro para acreditar.
Ao invés de responder a dúvida, aquele que a provocou trata como um insulto.

Emaranhado de filosofia "caosdramática"



Os ser humano é um ser que não aguenta o fardo de ser racional.
Sente mil coisas ao mesmo tempo, mas se pedido para que se exprese no meio de uma comunicação que ele mesmo inventou; trava, gagueja, dobra a língua, contorce e no final, das coisas profundas que sente, expressa apenas rasas sensações.

O homem mata aquilo que necessita para viver com a desculpa de que está evoluindo seu meio.
Mas por que esquecer de evoluir a si próprio?
A capacidade de ser "racional" nos torna "irracionais" diante de nós mesmos.

As pessoas produzem coisas lindas, porém, que nenhuma pessoa aproveita porque estão ocupadas demais produzindo.
Somos tão belos dentro do sistema feito por nós, porém tão patéticos quando vistos de fora.
Andam por aí alimentando o monstro que irá devora-los.
Monstro esse feito de ganância e ignorância.

Nossas lágrimas são pesadas, porém insignificantes.
A chuva ácida leva e lava qualquer marca de um revolucionário da salvação que peregrina por aí.

Não adianta querer parar de chorar, você gosta de se afogar nas próprias lágrimas.
Não adianta gritar, neste mundo, para você, não há ouvidos, apenas o silêncio com o cheiro da sua extinção.

Estamos transformando nossos filhos em restos.
nossos netos em "dor"
e nossos bisnetos em uma carne podre enrolada em volta de um coração.

Sangue já não é a única coisa que jorra de um corte por aqui.
A dor virou a remuneração do seu esforço.
Mas o mais pertubante é que aceitamos isto, nos conformamos em viver sangrando!!!

Formamos um pulmão cheio de fumaça que se recusa a respirar ar puro!

2 de dez de 2014

O porquê de eu gostar de você

Quanto mais busco, me perco
Quanto mais tento entender,
Busco nas entrelinhas o quê de eu gostar,
Tanto assim de você.

Talvez seja o seu sorriso,
talvez seja a forma como você anda
Talvez seja a cara de bobo que eu faço
Quando você passa...

Já cansei de me pegar
Pensando no seu sorriso,
No seu cabelo, e
Em você.

Não sei se é a paixão,
Sei que está em mais pura essência.
Estou a ponto de pirar!

Quanto mais busco,
Mais acho brega
Menos entendo,
O porquê de eu gostar de você!