13 de nov de 2014

História da Ganância

Uma história contarei
Sobre uma índia desalmada
E seu marido cacique

Um belo dia,
Nos piar dos pássaros
Ninguém sofria
Até a inveja chegar

Ela não veio
De forma abrupta
Mas tornou corrupta
Um povo de paz.

Ela chegou em forma de mulher
Mulher que seduz
Que produz
A teia envolvente
Da ambição

Cego de amor e ganância
Estava o pobre cacique!
Ela o seduzia com a dança
A dança que mata a beleza
Destrói a pureza
Deixa a incerteza
Se haverá dias melhores...

Ai do povo, que se queixava
Pois ela não deixava
Entrar a voz
Da sabedoria.

Ela era dissimulada
Envolvente e sarcástica.
Se fazia de coitada,
Mas era tudo uma máscara.

Foi quando o clímax aconteceu
A morte do bom cacique,
Ocorreu.

A vida não era mais a mesma.
A vila não era mais.
A sedução da ganância já
Tinha atingido o mais puro

Matou todos...
... Até Tupã chegar
Tupã era inabalável
Veio pra derrotar
O mal que assolava!

Não derrotou de espada
E sim com palavras
Palavras de acolher
E assim tirou o mal.

Tupã não era anormal
Ele apenas
Era um índio comum
Índio com bondade

E no final,
A bondade reinou
O mal ela dizimou
E nunca mais houve discórdia
Na hoje, pura vila.