26 de nov de 2014

A arte de escrever

Para quem eu escrevo? Oras! Para mim, para ti, para ele, para ela, para todos nós! Para os idosos, para os filhos, para os pais, para as mães, para o cachorro. Para os corações apaixonados de plantão, para o amigo que se sente só, para a pessoa que precisa de um apoio, para as lágrimas que não rolam pelo rosto, para levar felicidade, para compartilhar do peso da tristeza, para dividir o amor, para perder-me na razão, para procurar perguntas e tentar achar as respostas. Escrevo para aliviar a alma, escrevo para a mãe que perdeu o filho, para o namorado que brigou com a namorada, para quem perdeu seu amigo. Escrevo por quem a voz cala. Escrevo para quem chora de saudade, para quem ri por besteira, para quem chora de felicidade, para quem cala na sua tristeza, para quem busca o seu amor e para quem está de coração partido. Escrevo por quem grita para ter atenção. Escrevo para quem está na companhia da solidão, perdido no fracasso e para quem busca uma solução. Escrevo para quem quer ter história, para quem quer vencer e para quem está indo à luta. Escrevo para o poeta que sofre, escrevo para o autor com bloqueios e escrevo para quem também escreve. Escrevo para a mãe grávida, para o pobre sem esperança, para o rico que não é tão rico assim. Escrevo para mim. Escrevo para quem se perdeu e quer se encontrar. Escrevo para dar esperanças, para dar sonhos e para dar desejos. Escrevo para você que está lendo, seja lá o quê ou quem você for. Escrevo para escrever, escrevo por escrever. Eu apenas escrevo...