17 de out de 2014

Meu amigo quer saber o por quê de eu gostar dela




 Porque imagino que viver sem ela
seria como comer canjica sem canela

Seria um desafio
Vê-la e não sentir aquele arrepio ,
perceber que as espinhas saem do lugar
isso é a loucura de poder  amar

Mas o cupido é um tremendo carrasco
jogou açúcar no meu churrasco
me empurrou só de cueca na chuva
me afogou nas lembranças daquelas curvas
Ela é a estrada que sempre quero enfrentar

a trilha perigosa que faço questão de percorrer
o banquete venenoso que quero desfruir
a dose doce e prudente do meu licor
a portadora da delicadeza e do glamour

Maldito cupido que erra as flechadas
acho que os óculos eu usa tem a lentes trocadas
Melhor voltar pro céu pra poder viver no ócio
Pois lhe digo que juntar pessoas não é seu negócio