22 de set de 2014

Querido copo..

 Eu devia parar de pensar nela, devia parar de criar momentos que nunca vão acontecer, imaginar ela e eu em uma barraca, acampando... "puf" que besteira, ela nunca acamparia comigo, (um gole no copo de Vodka) Dói, toda noite dói, todo dia dói, toda tarde dói.
 Só de pensar minhas pernas tremem, são milhares de pensamentos que pensam a mesma coisa, todos! Todos direcionados à ela! Mas eu decido conviver com essa dor, porque não há nada que se possa fazer, simples.
 Há pessoas que se conformam com a pobreza, outras com um salário medíocre, já eu... Eu me conformo com a dor, com a luz apagada, com este copo, com o álcool dentro deste copo que rodo em minhas mãos, com este peso sobre minhas costas que me impedem de abrir as cortinas e me fazem esquecer que lá fora, talvez, há motivos para sorrir, mas para que sorrir se a gargalhada dela não estará presente, sem ela, é como sorrir sem motivo para sorrir... "puf" estou bêbado apenas 5 minutos e já estão saindo incriveis baboseiras de minha boca.
 Encarando este copo, eu percebo que esta droga deveria me ajudar, e não aumentar esta depressão que aperta meu coração entre o peito. Mas não é você o motivo destas lagrimas que escorrem em meu rosto querido copo... Não é ela também ... Sou eu... Eu e esta droga de habilidade de ser racional, esta merda de corpo que me permite amar!!