19 de set de 2014

Desejos de morte ...

Uma vez na vida, eu queria ter coragem. Coragem, sim. A coragem suficiente para dizer "Eu te amo incondicionalmente", ao meu verdadeiro amor, à minha alma gêmea. Dizer que " Por toda a minha vida te amarei". Gostaria de blasfemar, sem culpa por essas tão indolores mentiras. Mas já não posso lutar, contra a verdade. Não posso!  E isso me atormenta, me atormenta a cada dia, me atormenta a cada abrir de olhos pela manhã, me atormenta a cada respirar, me atormenta  bem no fundo d'minh'alma. Poderia eu, sim te fazer feliz, meu amo, se, meu coração não fosse d'outro homem. Se eu já não lembrasse, de seu toque em meu rosto, do afago delicado de seus lábios junto aos meus, e de seus lábios roçando minha pele seca. De nossos momentos secretos, das jurias de amor. Do doce sabor do pecado, do picante sabor da nossa vulgar mentira. Hei de dizer aqui, pois a frente de todos : Antes que ... Antes que me toques. Mate-me. Mate-me por dizer-vos. Mate-me por amar verdadeiramente. Amar verdadeiramente um homem, que nunca me pertencerá... Amar errado.

POW!

E foi só mais um corpo estirado ao léu , no altar da única capela da província de Tryon. O corpo frágil, vestido com a mais fina seda branca, agora não mais branca, mais de um vermelho carnal que partia de seu coração. Da mulher,da prostituta! Aquela alvejada por seu amado.