4 de dez de 2013

POESIA SEM FUTURO!


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É narrar o indecifrável.
Não me venham com essa ladainha
“Belos Versos, lindas metáforas”
FORAAA!
O poema está capenga,
As letras pobres de marré
De si mesmas degoladas
Como galinhas gordas!
A poesia está literariamente escrota
Como boca de puta.
Vai à luta, não se prenda
Às linhas malcriadas,
Não há nada que possa ser feito.
Não mande reticências
Ou seu nome entre aspas,
Que se lixem!
As traças também
Se alimentam do papel.
Faça algo de útil a você mesmo,
Ignorante-se.
O mundo pertence
A quem tem olhos
Para o futuro.
O futuro da poesia
Está nas bordas dos esgotos.
O poema está falido
No bolso furado do poeta.

Tudo gira.

Tudo gira ao um favor.
Tudo gira sem pudor.
Me sinto tonta,
Mas não quero que pare,
Pois tudo gira,
E se parar, não conseguirei andar.
É melhor um tonto
Girando
Do que um tonto
Parado.
Um tonto parado,
É um tonto acabado.
Eu nada mais sou
Do que uma tonta.
Sou uma tonta
Começando a ser tonta.
O mundo gira
E nos faz girar
E nesse gira, gira
da roda gigante,
Tontos vamos sempre estar.
Onde está o sentido?
Estou a procurar.
Mas não o acho
Pois estou tonta.
E tonta, não consigo
Pensar/Raciocinar.
O sentido?
os tontos nunca vão achar.