4 de set de 2013

Devaneio

Quando ela desfila
exalando poesia
a mente se destila
confunde sentimentos

Se afoga em uma mar abstrato
enrola-se entre laços e trapos
que mesmo invisíveis
impendem de caminhar

Olhos sangrando
A caneta chorando palavras no papel
A visão turva apenas acompanha os borrões que vê

Não enxerga os versos
Mas os sentimentos concretos consegue sentir
E ao final de tudo, rasgo a folha, amassa, e apenas sorri.