24 de mar de 2013

É bom sonhar


               Um bom sonho pode acabar sendo a melhor das coisas, só por simplesmente ter sido sonhado e nada mais, um bom sonho pode mudar tudo, então, antes de relatar, ou melhor, contar este sonho, digo, “Por um mundo de sonhos!”...


                Como começo a contar... Bom, posso tentar começando pela descrição de onde se passa esse sonho. Um lugar bem interessante, de certa graça no ar. O céu aparentava ter sido pintado para parecer um arco-íris, com suas cores se jogando para todos os lados. O chão não existia, bem, na verdade existia, mas em pequenas porções flutuando por aí, porções pouco maiores que um quarteirão. No resto, as pessoas preferiam passar o dia flutuando pelos céus, era uma coisa muito gostosa de fazer, ir para um pedaço de terra apenas na hora de dormir e se estivesse chovendo, caso não, dormiam flutuando mesmo.
                Como não era um dia de chuva, e o sol brilhava sem ser quente demais, espalhando uma aconchegante luz amarela no céu arco-íris, eu ela flutuávamos de mãos dadas. Fazendo cambalhotas, piruetas e estrelinhas no ar, apostando corridas para ganhar beijos e carinhos como prêmio. Em nossas brincadeiras ficamos alheios a tudo ao nosso redor, apenas nos importando em estar nos braços um do outro. As pessoas ao redor não veem mal em um casal demonstrando seu amor, acham normal, como deveria ser. Junto dela, tanto no sonho, como aqui, sinto paz, prazer e felicidade, sinto que o impossível é absurdamente possível.
                Ainda brincado, ela me empurra para longe, e enquanto volto para junto dela, acontece algo, subitamente um buraco negro se abre no ar, na nossa frente. Quando toco a mão dela, a gravidade do buraco me puxa, querendo me sugar, tentando me afastar dela, na hora sinto medo de ficar longe da minha menina, mas então, ela segura minha mão, me puxa pra junto de si e olha feio para o buraco negro. Ao receber o olhar, o buraco fecha no mesmo instante e tudo volta ao normal. Voltamos a brincar, como se nada tivesse ocorrido, como se um buraco negro maligno não tivesse aparecido poucos momentos antes. Mas quando a puxo para um abraço, e me perco nele, no perfume dela, acordo...

Fim.