18 de fev de 2013

The Rock Boys Parte 5


                       Eu não conseguia distinguir o que estava acontecendo, será que aquilo tudo era real? Será que tinha acabado de sofrer um atentado. Não sabia de nada. Tudo para mim era novidade já que o fato da suspeita da Carolina ser uma desprezada dos deuses gregos fazia bastante sentido, por ela ser atraente o suficiente para enfeitiçar qualquer um... Eu não parava de suspeitar havia desconfiança de todos, além de tudo. Não era possível que aquilo estivesse acontecendo, então chegou a hora de ouvir rock. Estava escutando Iron Man, do Black Sabbath. Melodia atraente, diria. Mas na hora que o Ozzy começava a cantar Carolina me aparece sorrateiramente, do meu lado, sem eu perceber. Aquilo era loucura! Como uma pessoa poderia ser tão traiçoeira. Senti curiosidade, fui buscar na internet sobre essa raça, descobri que todos eles tinham um sinal de nascença, na nuca, que não podia ser percebido, pois Carolina sempre usava cabelos super longos. Teria de descobrir aquilo eu teria um treco.
                    Fui a casa dela, como quem não queria nada, e na verdade eu nem sabia o que estava fazendo ali, na hora que à vi, percebi que ela não estava para papo, então pensei: ‘’Como irei fazer, não vou chegar e pedir para olhar a nuca dela!’’  Era tudo muito estranho. Então, falei:
-Oi-
-Oi- Ela respondeu- O que lhe traz aqui- Completou, com sarcasmo.
- Vim saber, se vossa majestade gostaria de ir comer um hambúrguer hoje?- Com muito mais ironia eu respondi- As sete?
- Claro, só vou me arrumar já te encontro- Afirmou.
              Tinha a oportunidade, e tinha que fazer isso, poderia disfarçar com um beijo, mas já seria uma coisa muito manjada, então teria de ser extremamente persuasivo para fazer isso. Já era 18h59min, e estava contando os segundos, ansioso, fui para a porta da casa dela, e parecia que ela já estava lá para me surpreender. Cheguei lá com um segundo de atraso. Ela com ironia jogou a indireta:
- Atrasou-se;
- Você que pensa. Vamos, antes que feche.
            No caminho, tentei colocar minha mão nos ombros dela, mas ela não deixava, sabia que seria muito difícil, mas ia conseguir. Ela estava linda, com um jeans preto e uma camisa preta, ah, estava difícil não me sentir apaixonado. Na entrada, esbarrou em mim, uma pessoa com um álibi muito suspeito, em minha opinião. ‘’Bem, as pessoas podem não ser o que aparentam’’ - Pensei. Mas estava admirando ela quando o homem do álibi suspeito saco uma arma, e gritou, avisando do assalto. Tentei arrumar um plano para fugir só que era difícil demais, salvar minha vida ou a da garota que eu amava? Eis a questão. Era uma coisa que não conseguia entender. Na hora que ele veio pegar nossas coisas ele disparou contra Carolina, que não sei como pegou a cápsula com o dedo, e jogou no cara. E nesse momento eu vi a marca de nascença. Não jantamos aquela noite, mas no caminho de volta parei num beco escuro e puxei-a para perto de mim.
- Já sei o que você é.
- Diga então-
- Um desprezado do olimpo.
- Não brinca essa nem eu sabia!
- Deixe de sarcasmo, eu sei pela sua marca de nascença.
                    Naquele mesmo momento senti que o cara da máscara de esquiador entrou no mesmo beco que a gente, e falou:’’ Eu avisei que ele saberia..’’ Eu senti que Carolina corria perigo.