4 de dez de 2013

POESIA SEM FUTURO!


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É narrar o indecifrável.
Não me venham com essa ladainha
“Belos Versos, lindas metáforas”
FORAAA!
O poema está capenga,
As letras pobres de marré
De si mesmas degoladas
Como galinhas gordas!
A poesia está literariamente escrota
Como boca de puta.
Vai à luta, não se prenda
Às linhas malcriadas,
Não há nada que possa ser feito.
Não mande reticências
Ou seu nome entre aspas,
Que se lixem!
As traças também
Se alimentam do papel.
Faça algo de útil a você mesmo,
Ignorante-se.
O mundo pertence
A quem tem olhos
Para o futuro.
O futuro da poesia
Está nas bordas dos esgotos.
O poema está falido
No bolso furado do poeta.

Tudo gira.

Tudo gira ao um favor.
Tudo gira sem pudor.
Me sinto tonta,
Mas não quero que pare,
Pois tudo gira,
E se parar, não conseguirei andar.
É melhor um tonto
Girando
Do que um tonto
Parado.
Um tonto parado,
É um tonto acabado.
Eu nada mais sou
Do que uma tonta.
Sou uma tonta
Começando a ser tonta.
O mundo gira
E nos faz girar
E nesse gira, gira
da roda gigante,
Tontos vamos sempre estar.
Onde está o sentido?
Estou a procurar.
Mas não o acho
Pois estou tonta.
E tonta, não consigo
Pensar/Raciocinar.
O sentido?
os tontos nunca vão achar.

23 de nov de 2013

Viturdes e Indecências - Parte 18

[...]

- Então seu parceiro é casado com uma psiquiatra. 
Deise baixou a janela, acendendo um cigarro. O jantar relaxara-a. Vinícius relaxara-a, corrigiu. Era uma pessoa tão fácil de conversar e tinha uma forma bem doce e divertida de ver a vida.
- Se conheceram num caso que trabalhamos alguns meses atrás. - Ele lembrou-se de parar no cruzamento. Afinal, Deise não era Murilo. Não se parecia com ninguém mais que conhecera. - Você na certa se interessaria, pois se tratava de um assassino em série.
- Sério? - Ela nunca questionou sua fascinação pelo assassinato. - E ela foi chamada para traçar um perfil psiquiátrico.
- Isso mesmo!
- É boa de verdade?
- A melhor.
Deise assentiu com a cabeça, pensando em Daiane.
- Eu gostaria de conversar com ela. Eu poderia convidá-la para jantar. Daiane quase não socializa com ninguém.
- Está preocupada com ela.
A escritora exalou um pequeno suspiro quando contornaram a esquina.
- Sinto muito. Não queria estragar sua noite, mas acho que não fui a melhor das companhias.
- Eu não estava me queixando.
- Porque é educado demais. - Quando ele parou na garagem, ela curvou-se e deu-lhe um beijo no rosto. - Por que não entra e toma um café... não, você não toma café, é chá. Faço um chá para compensar.
Já saltara do carro antes que ele pudesse descer e abrir-lhe a porta.
- Você não precisa compensar nada.
- Eu gostaria de companhia. É provável que a Dai já tenha ido dormir a essa hora, e eu vou apenas ficar angustiada. - Remexeu na bolsa à procura das chaves. - Também podemos conversar sobre quando você vai me levar ao Distrito Policial. Droga, sei que está em algum lugar aqui. Seria mais fácil acha se Daiane tivesse deixado a luz da varanda acesa. Pronto! - Ela destrancou a porta e largou as chaves descuidadamente no bolso. - Por que não senta e liga o som enquanto eu pego o chá?
Despiu o casaco enquanto andava e jogou-o de qualquer jeito numa cadeira. Vinícius pegou-o quando escorregou para o chão e dobrou-o. Cheirava como ela, pensou. Então, dizendo a si mesmo que era tolice, estendeu-o no encosto da cadeira. Era um hábito adquirido desde comprara a casa. Passando o dedo pelo remate, tentou imaginá-lo na própria casa.
Ouviu Deise gritar o nome da irmã, como uma pergunta, e depois chamá-la repetidas vezes.
Encontrou-a ajoelhada ao lado do corpo da irmã, puxando-o, gritando. Quando a levantou, ela engalfinhou-se com ele como um tigre.
- Me solte. Maldito, me solte. É a Dai!
- Vá para o outro quarto, Deise.
- Não. É a Dai. Ai, meu Deus, me solte. Ela precisa de mim!
- Obedeça. - Com as mãos firmes nos ombros dela, ele protegeu-a com seu próprio corpo e deu-lhe duas sacudidas fortes. - Vá agora para o outro quarto. Eu cuido dela.
- Mas eu preciso...
- Quero que me escute. - Ele manteve o olhar duro nos olhos de Deise, reconhecendo o choque. Mas não podia mimá-la, acalmá-la nem envolvê-la com uma manta. - Vá para o outro quarto. Chame uma ambulância. Pode fazer isso?
- Sim - concordou e cambaleou para trás. - Sim, claro. Ambulância.
Ele viu-a sair correndo e virou para o cadáver. 
A ambulância não iria ajudar Daiane Sales, Vinícius pensou.
Agachou-se ao lado dela e agiu como um policial [...]

22 de nov de 2013

Desastre

As pedras rolam,
O vento sopra,
Madeira quebra,
E eu sou impedida de voar.

20 de nov de 2013

Perguntas...

Será mesmo que a felicidade existe??
Será que temos outras formas de vida no universo?
Será que Deus existe?
Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?
Por que o céu é azul?
Por que temos que crescer?
Por que morremos?
De que é feita a água?
Quantas galáxias existem?
Quem nunca se fez uma dessas perguntas?
Não temos respostas..
Viver é isso, a incessante busca por respostas.
Nunca as teremos por completo. 
Mas:
 "Pensar deveria ser o maior prazer do ser humano."

Falha Projeto Coca-Cola

E então me vem uma Coca-Cola pra esquecer de tuuuuudo.
Mas, nem assim consigo.
O refri acaba ficando de lado, então,
as lágrimas, a tristeza e a mágoa ocupam seu lugar sem pudor.
Ninguém me entende!
Entre as linhas quase sempre rudes em mim, há a doçura. 
A doçura que em mim não é desperta há muitos dias.
A doçura que acompanha a alegria num olhar, 
a liberdade num riso, e a mente num turbilhão de boas emoções.
Um dia quem sabe a Coca-Cola afogue de vez a tristeza, 
será meu antídoto.
 E eu por enquanto, aqui espero esse dia chegar...

25 de out de 2013

prisão

ruínas e ruínas
Eterno desconcerto
caveiras e cavernas
apertos e cabrestos

escravo mal amado
rumo à segregação
acabado e acalmado
boca fechada e sem razão.

20 de out de 2013

Novamente

No ato eu afino
acompanho e desalinho
arrepio ao olhar pra trás

caindo de desilusão novamente
após lamber a ferida novamente
vomitar e comer o mesmo lamento novamente

15 de out de 2013

Amor sem clichês!

Falar de Amor?
Será que é fácil?
Acho que só sentindo mesmo...
Mas, será que alguém sabe falar de Amor sem senti-lo?
O que dizem:
É quando o coração bate mais forte e descompassado por alguém,
Quando sente um arrepio e forte calafrio, 
Com um enorme medo de perdê-lo,
Nunca se sabe quando acaba, nem quando começa.
Afinal, pro amor não há rótulos.
Apenas sente-se sem saber o porquê.
E o coração vezes & vezes discute com a mente,
Razão vs. Emoção,
O Amor é algo inexplicável,
Que é como é.
Só sentindo mesmo...

P.S: Vai amar e me conta?



Por que, Sr. Tempo?

- Por que?
Porque o tempo passa assim, tão rápido?
Levando todas as coisas boas embora?
Levando as lembranças, as emoções, os sentimentos?
Como se não fossem nada, nada mais que nada?
Por que ele é o vilão, e não o mocinho?
Por que as paixões que vivi e já não doíam tanto quanto essas se foram? 
Por que sofremos? 
Por que temos que crescer? 
O tempo é o grande vilão da estória, é ele que nos faz sofrer e sentir dor na essência da vida, no coração, na alma...

- Por que é ele que também cura,
Ele é o grande vilão e o grande herói, de todas e todas as estórias.
Sem ele não éramos nada,
Não existiríamos, ele não teria passado e não teríamos nascido. 
Sem ele, as dores seriam eternas, não haveria cura para elas. 
As cicatrizes não se fechariam.
Não haveriam momentos felizes perante os maus momentos.

- Odeio o tempo! Mas, ao mesmo o tempo o amo. - dizem em uníssono. 

28 de set de 2013

Prêmio FNAC Novos Talentos da Literatura

Você que visita o blog também é escritor e ainda não foi publicado? Que tal participar? É só inscrever um conto inédito com até 15 mil caracteres e se inscrever. Mais informações nos links de inscrição e regulamento logo abaixo.




Jogo do amor

O amor é um jogo
avance duas casas
tire suas asas
jogue os dados
jogue o laço
amarre as pernas
leia as cartas
sorte ou revés
imagem ou ação
imaginação
game amor
me ganhe amor.

27 de set de 2013

Manifesto de repúdio aos fones de ouvido divosos

   O que me leva a escrever este texto, e a dar a ele o que deve ser o titulo mais longo que já dei a algum, é a raiva que fones de ouvido metidos a diva fazem as pessoas passar. Eu sou uma das vítimas desses palhaços, quando recorro ao botão de pause para poder ouvir e participar de uma conversa com amigos, sou deixado na mão. A noite, quando ponho uma playlist de músicas suaves, não sei como, mas o fone dá um jeito de fazer o celular reproduzir o rock mais brutal que eu tiver disponível, isso quando não põe a música num volume tão alto que fica impossível relaxar e até usar o fone.
   Infelizmente, os fones divosos também comentem os crimes de um fone normal, mas de modo mil vezes pior! Não tem quando o fio do fone se embola todo nos nossos bolsos? Pois é, até hoje não consegui desfazer um nó no meu divoso.
   E quando apenas um dos lados continua a funcionar? Já recebi relatos de roqueiros traumatizados por que um dos fones deu pau durante um riff, de amantes de ópera que tiveram seus corações dilacerados - e alguns até parados - por que um dos lados pifou durante um belíssimo solo de tenor, e até de funkeiros que perderam o ritmo quando essa desgraça lhes aconteceu (funkeiro usa fone e tem ritmo? desde quando?). Por isso, e muito mais, quero deixar bem claro meu repúdio a esses equipamentos desprezíveis, ordinários, irritantes, patetas ... e agoniantes.


Palavra do Autor:
   Engraçado como escritor reclama da inspiração, mas ela acaba surgindo do nada. Esse texto me surgiu quando eu não conseguia pausar a música pelo fone e fui obrigado a desconectar pra conseguir. Claro que ao escrever esse texto humorístico aumentei e inventei muita coisa, meu fone não tem nó algum por exemplo, mas, foi apenas uma forma de brincar com algo que é irritante muitas vezes. Espero que tenha se divertido ao ler essa amostra de loucura minha.

Ass: Yuri Francisco Hupsel dos Santos

Roubo.


-Viu a Lua?
-Vi não. Ela já nasceu?
-Já sim. Olha ela na janela.
-Pera. Hum, não apareceu ainda não.
-Não? Ué. Aqui ela já apareceu. Tá enorme. Branca. Linda.
-Deixa eu ir lá fora. Eu devo estar olhando para o lado errado.
-Tá bom, vai lá.

...
-Nada ainda. Eu acho que sei o que aconteceu.
-O que?
-Você roubou a Lua.
-Eu roubei a Lua? Como eu ia fazer isso?
-Eu não sei, mas essa é a única explicação.
Silêncio.
-Droga, como você descobriu?
-Eu conheço você.
-Roubei mesmo. E só devolvo se você me falar.
-Te falar o que?
-Você não me conhece? Então você sabe.
-Hum. Chocolate?
-Não.
-Morango?
-Não.
-Você é linda.
-Ahh, não.
-Devolve a Lua, por favor.
-Não.
-Eu te amo.
-Humm.
-O quê?
-Olha para o céu.
-Tá bom.
-Olha da janela do seu quarto.
-Olha, a Lua está nascendo...

26 de set de 2013

Cansaço

Cansaço é um monstro malvado.
Te pega de jeito, no laço.
Te puxa pra baixo, bem rápido.
Te prensa, esmaga, deixa arrasado.
Desgraçado

Pobre de ti se não tiver algo pra se firmar
Pra te puxar, levantar, salvar!
Coitado...
Tá ferrado!

Cansaço pai da agonia,
Pai da raiva, Depressão.
Porra de cansaço duma figa!
Vilão pro coração.

Palavra do Autor:
Depois de quase uma vida sem postar texto meu aqui está algo. O conto que anunciei um tempo atras Guerra das Bolachas (ou Biscoitos) ainda está em produção. Fiquei tanto tempo sem postar por que poucos texto meus estou achando satisfatórios, os que eu puder postar estarão aqui o quanto antes.

Ass: Yuri Francisco Hupsel dos Santos

16 de set de 2013

COMO SURGE UM ASSASSINO

Aquele não passava de mais um dia frustrante e de céu cinza. Pensava apenas em chegar em casa e retirar os sapatos encharcados em decorrência da tempestade.
Tratava-se de um dia de distração pesada, onde em meu trabalho, por várias vezes, arrisquei calcular mal o preço pelo consumo dos clientes e derrubar as bandejas de bebida por esbarros súbitos. Como se não bastasse, na volta, quase fui atropelado novamente.
A lama deixava meus pés mais pesados, as chaves quase não giravam para abrir a porta e o que era para ser a subida para um andar acima, parecia uma escalada eterna.
Finalmente pude ver a minha cama, desarrumada desde muito tempo. Caminhei até a mesma em passos desconcertados de exaustão e sentei-me sem me importar muito por estar molhado.
Comecei tirando os meus sapatos e jogando-os próximos a janela. Voltei o olhar para os pés e me enverguei para tirar as meias.
Aos poucos, aqueles pensamentos começavam a retornar. Soavam na minha cabeça como um martelo de razões, batendo em uma estaca de palavras, contando-me sobre o quanto eu era estúpido e inútil. Um silencio de verdades que apenas os pingos no assoalho conseguiam romper.
Aos poucos, fui voltando para a consciência plena, levantando vagarosamente o olhar, como se estivesse saindo de uma embriaguez... Quer dizer, talvez eu ainda estivesse embriagado naquele instante. Não de frustrações ou angústias, mas de loucura.
Pude ver claramente um moleque na minha frente, de pé. Cabelos escorridos e castanhos, pele clara, trajado em uma farda escolar azul, um tanto familiar.
Arregalei os olhos em sinal de surpresa e perguntei:
-- Quem é você?! Como diabos entrou aqui?!
-- Tenho muitos nomes... – respondeu em baixo e suave tom.
-- Melhor sair da minha casa, moleque. Irei chamar seus pais.
-- Eu não tenho pais, sou como você...
-- O que?!
Levantei-me rapidamente e comecei a puxar o moleque pelo braço para fora do quarto.
-- Existem ainda muitas verdades que precisa aceitar sobre si mesmo – afirmou a criança.
-- Do que está falando? – perguntei, ao mesmo tempo parando de puxá-lo.
-- Amigos que não lhe dão importância, um emprego que és tratado como escravo, um amor não correspondido e uma família que nunca se teve...
Parei e apenas observei o desconhecido.
-- Olhares tortos, falta de reconhecimento, rejeição...! – disse o garoto impondo uma voz mais sombria ao último substantivo.
-- E o que você sabe sobre isso? É apenas uma criança!
-- Posso saber tanto ou até mais que você...
Apenas calei-me sem achar palavras para confrontar o que parecia ser apenas um garoto de 9 anos.
Vi ele retirar do bolso um punhal de prata com uma pérola roxeada no centro. Ele observava o objeto em suas mãos esboçando um sorriso de canto.
-- O que vai fazer com isso, guri?!
-- Você fará, não eu... – respondeu retornando o olhar para mim – É algo simples, que todo ser humano precisa fazer. É algo que posso sentir borbulhar no lado mais negro de sua alma.
A criança levantou o punhal ao seu limite e o acompanhou com a vista. Em seguida, cravou a lâmina no piso e prosseguiu:
-- Mantenha as pessoas certas por perto e tire delas o que elas retiraram de você... Lembre-se, a maior das perdas não é a morte, é o que morre dentro de nós enquanto vivemos...
Voltei a plena consciência e percebi que estava sentado, pensado. Nem sequer havia tirado a meia ainda e os meus pingos já haviam se tornado poça no chão.
Tudo normal, até que levantei o olhar e vi um punhal cravado no chão.
[...]  

7 de set de 2013

Tempologia

Pr'eu existir
Busco lutar
Busco viver
Infinitamente feliz
Vivo a esperar, porém
Vivo a sofrer.
Quero amar, também
Poder ir ao mundo
Decidamente certo
A encontrar a estrada certa
Pr'eu poder caminhar
Depressa.
Independente do tempo
Que não acelera
tão depressa.
O vento que certamente
Mereça o momento
De estar em paz.
Acredito que no viver
Existam apenas emoções.
Existem estradas que te levam pra longe.
Destinos que terminam
antes de começar.
Continuamente
Nos rostos e nos corações.
Nas fotos e nas expressões.
No tempo preciso
É preciso também paciência
Dessa
que transforma o humor
em plena decadência
quando não se tem.
Coragem!
Você é o que vive.
E sente o que vê.
Você é o que sente.
Por favor, ame.
Eu transformo meu pensamento
Em sentimento
Bom
Que distrai n'um olhar
Ao sorriso
Que antes,
era só simpatia
Agora,
tem muita harmonia
Para dar e receber.
Já tenho o que mostrar
e espero de quem lê
Criar um novo olhar.
Aprender a viver
Mais e melhor.

4 de set de 2013

Devaneio

Quando ela desfila
exalando poesia
a mente se destila
confunde sentimentos

Se afoga em uma mar abstrato
enrola-se entre laços e trapos
que mesmo invisíveis
impendem de caminhar

Olhos sangrando
A caneta chorando palavras no papel
A visão turva apenas acompanha os borrões que vê

Não enxerga os versos
Mas os sentimentos concretos consegue sentir
E ao final de tudo, rasgo a folha, amassa, e apenas sorri.

30 de ago de 2013

Resumo em F

Faria diferente se tivesse a chance
Feriria menos meus pensamentos
Ficaria satisfeito com o resultado.
Fantasiaria menos!

20 de ago de 2013

Amor branco.

Nosso
Meu            Amor
Teu

Quem disse que te amo?

A redução da maioridade penal, é bom ou ruim? Vamos pensar?

A redução da maioridade penal é um dos temas mais polêmicos, em razão do crescente número de casos envolvendo adolescentes e jovens, Constantemente estampando as matérias policiais de nosso Brasil. Como é de praxe, vemos que várias pessoas movidas por impulso, soltando asneiras e gritos sem nexo para que se aumente a maioridade penal, achando que prendê-los vai ser a solução correta, e, assim resolvendo o problema. Esse adolescente irá ser colocado num sistema carcerário de 3º mundo, junto com presos de alta periculosidade, com nenhuma diferenciação de crimes, idade ou etnia, esfacelando ‘inda mais a mente do jovem.
Como vimos nosso sistema de segurança frágil, impulsivo, muitas vezes desqualificado, ouve pessoas consumidas pela raiva de adolescentes de estrutura familiar baixa, com sua mente frágil, às vezes, roubando para comer. Sei que nosso Brasil é um país de terceiro mundo, com infraestrutura precária, em todos os sentidos, mas principalmente na educação e inclusão de minorias no convívio social com o resto da população.
Segundo a Psicóloga Maria Edilânia de Almeida Mangueira, o aumento da maioridade penal é desnecessário, pois se houver investimento na família, o adolescente tivesse assistência do governo desde o início, tivesse investimentos em sua estrutura familiar, não aconteceria. Mas não são só meninos pobres, de pais alcoólatras, traficantes de ilícitos, abaixo da linha da pobreza que roubam e matam. Muitas vezes adolescente de pais ricos, milionários, esbanjando o poder, fazem isso para que tenha a atenção necessária por parte de seu pai. Você que é rico, já viu como seu filho de sente? Você dá atenção o suficiente para o seu filho? Tudo isso influencia.
Segundo, Yuri Dos Santos, escritor, isso é apenas uma medida preguiçosa, um jeito de mandar a sujeira feita pelo descaso para debaixo do tapete. Se fosse feito um bom investimento em politicas sociais, educação, saúde, segurança e trabalho, duvido muito que tantos jovens recorressem ao crime. Muito podem vir com o argumento "Ah, mas tem jovem que comete crime hediondo", "Ah, mas conheço muito jovem pobre que não precisou virar criminoso", a vocês que dizem isso respondo apenas: Cada um é cada um, ninguém tem as mesmas experiências de vida, ninguém tem a mesma cabeça que outra pessoa, a mesma força. Se há jovens cometendo crimes hediondos foi por que a nossa sociedade criou esses monstros, agora tem de lidar com eles, mas não do jeito fácil que é só prendendo, não, tem de ser do jeito certo, com reeducação social. Querem evitar que jovens continuem indo pro mundo do crime? Mudemos a sociedade então, nos tornemos melhores e mais humanos, vamos investir mais na educação, na cultura, no social. Façam o certo, não o fácil, se não, adiante o preço sairá muito caro.
Já a parte é a favor é que quando um jovem comete um crime, é de práxis o pensamento que ele teve ciência do ato. Um jovem com 16 anos ou mais, já tem a capacidade de saber o que pode ou não, fazer. Uma alternativa é melhorar a recepção para os jovens que cometem o ato infracional. É um absurdo que haja impunidade ainda que seja imputável, o autor do crime. É fato que há países que a maioridade penal é de 12 anos, porém os jovens tem uma educação diferente, o sistema de segurança deles, consegue reeduca-lo. O pensamento é que um jovem tem a ciência dos seus atos e tudo que ele faz é de caso pensado.

Para concluir, não é necessário coloca-los em uma cela suja, fedida, em uma penitenciária de alta periculosidade junto com os maiores criminosos da atualidade. O que queremos é uma sociedade pacífica, onde os jovens tenham vez e o governo olhe por eles. Não vai ser prendendo, um jovem, com leis boas e um sistema frágil, que iremos resolver a questão. O interessante seria olhar de outro modo, olhar do ponto de vista do adolescente. Será que se com a desassistência do governo, a fome, e a falta de infraestrutura básica, não influenciaria na mente de um frágil jovem? Eis a questão, será que nosso sistema, poderá consertar o ato, e reeduca-lo para a sociedade? Não! Desobedecer as leis, violar um artigo pétreo, para somente sanar a raiva de pessoas más informadas? Não, isso não é necessário, se houvesse investimento no adolescente, uma inclusão para o jovem, se houvesse igualdade... Mas não há! Então, vamos olhar com um olhar diferente, com outra forma para podermos refletir. O voto é sério, e é uma decisão sua, secreta, mas pense, ‘’e se você estivesse no lugar do jovem?’’, ‘’ e se fosse você?’’ 

Infinitos

Se eu dia,
eu parar
de
te
amar
estarei
morto
pois
nosso
amor
é
infinito

8.

6 de ago de 2013

Não a Redução da Maioridade Pena

Sou contra a redução da Maioridade Penal. Isso é apenas uma medida preguiçosa, um jeito de mandar a sujeira feita pelo descaso para debaixo do tapete. Se fosse feito um bom investimento em politicas sociais, educação, saúde, segurança e trabalho, duvido muito que tantos jovens recorressem ao crime. Muito podem vir com o argumento "Ah, mas tem jovem que comete crime hediondo", "Ah, mas conheço muito jovem pobre que não precisou virar criminoso", a vocês que dizem isso respondo apenas: Cada um é cada um, ninguém tem as mesmas experiências de vida, ninguém tem a mesma cabeça que outra pessoa, a mesma força. Se há jovens cometendo crimes hediondos foi por que a nossa sociedade criou esses monstros, agora tem de lidar com eles, mas não do jeito fácil que é só prendendo, não, tem de ser do jeito certo, com reeducação social. Querem evitar que jovens continuem indo pro mundo do crime? Mudemos a sociedade então, nos tornemos melhores e mais humanos, vamos investir mais na educação, na cultura, no social. Façam o certo, não o fácil, se não, adiante o preço sairá muito caro

29 de jul de 2013

Culpa tua

Culpa tua eu dormir tarde
Culpa tua eu ter ótimos sonhos
Culpa tua eu acordar pensativo
Culpa tua eu acordar meio-dia
Culpa toda sua
ocupa minha mente
desoculta lembranças
desnorteia meus planos
alimenta esperanças...
Culpa tua!

Dualidade


Consegues fazer-me ficar pensativo
consegues tirar-me do sério
Atira em mim emoções
Arranca de mim sentimentos

És assim,
Duas substâncias,
Dois princípios,
Duas naturezas.

És dualidade.

Olhos de amarduras.

      Olhos de mentira,
      Simples nostalgia,
      Se beira à fantasias,
      Ao ataque dia-a-dia,
      Composto de amargos
      E lindas poesias.
      Censuras e misturas,
      Travessuras ou gostosuras?
      Alegrias e torturas,
      Olhos de armaduras!

27 de jul de 2013

Amigo é pra essas coisas...

   - Não vou e encerramos por aqui Caio! - Lhe dizia Maurício já beirando a irritação
   - Aaahh qualé, você não pode passar a vida atrás de livros e jogos! - Se exaspera Caio, tentando convencer o amigo. - 'Cê tem de sair um pouco, conhecer novas pessoas, viver novas experiências cara. Vamos!
   Maurício se limita apenas a lançar um olhar mal-humorado ao amigo e volta a se esconder atras de uma revista científica, que lhe é rapidamente tomada por Caio, que o ameaça.
   - Ou você vem comigo pra festa ou rasgo sua revista... - Ele fala, se preparando pra rasgar e se afastando alguns passos. - E aí? Vai arriscar??
   Maurício salta da cadeira aflito, tentando argumentar com o louco do amigo.
   - Por favor, não faça isso. Tem um artigo sobre a teoria das Supercordas nessa edição.
   Forçando uma expressão maníaca, Caio continua a ameaça.
   - Venha comigo pra festa e não vou precisar fazer nada.
   - Então rasga! - Retruca o jovem nerd, tentando mostrar indiferença. - Pode rasgar, posso muito bem ler o artigo na internet quando me der na telha.
   - Claro que pode... - debocha o chantagista. - Mas e sua coleção que ficará incompleta? Como fica?
   E com esse golpe violento e brutal, Caio  consegue o quer
   - Ok, você venceu, eu vou... - Dramatiza Maurício ao extremo, ao cair de joelhos. - Mas saiba! Não ficarei muito tempo, e se não gostar do ambiente vou embora na hora! - Acrescenta Maurício, com um ímpeto e modos Shakespearianos.
   - Sem problemas, o milagre maior já consegui, vou te tirar de casa. - Fala Caio sorrindo de orelha a orelha.
   - Ótimo, agora deixe minha revista em paz! - Retruca o nerd, mal-humorado por ter perdido a peleja. - Ah, e eu te odeio. - Completa em uma clara declaração de repúdio ao ato que terá de fazer graças ao amigo.


FIM.

24 de jul de 2013

Surpresa

Meu primeiro dia de aula uma escola pequena no interior da capital de minas gerais, onde eu tinha acabado de me mudar.
Consegui descer do carro e ir até o portão estreito da escola, onde só há como passar uma pessoa por vez. Com esforço, passei pelo portão e pelo moço da recepção. Logo chegou a inspetora para me auxiliar a achar minha classe nova.
Quanco estavamos indo em direção à nossa classe, percebi uma algazzara no fim do corredor.
Alunos, professores e inspetores correndo na minha direção, procurando a saída da escola, pois a comida da cantina estavam ganhando vida.
Derrubaram minhas muletas!

23 de jul de 2013

Sujeito Definido

A Saudade que dói,
Do tempo que passa.
Levando as lembranças,
Que pra mim nunca acabam.

O tempo que foi,
O empo que vem.
Das memórias que já foram,
E do futuro que se vem.

Um trem parou na minha estação,
E por ti, todo dia,
Trilha o mesmo caminho.
Sem rumo,sem destino. Apenas a trilhar...

Carolina,Juliana

20 de jul de 2013

A boneca

A boneca

Cidade de Santarém 2010: Após uma intensa reforma, o hospital infantil de Santarém, iria ser reaberto. Passou por um forte incêndio no ano anterior, cujas causas até hoje são desconhecidas. Pedro Santana um conceituado fotógrafo brasileiro, entrou sozinho no prédio para registrar as mudanças do local e fazer uma matéria sobre a renovação do prédio após a tragédia. Caminhou por vários andares, mas ao chegar ao último sentiu algo estranho, estava frio e sentia como se algo o observasse, mesmo com maus pressentimentos continuou seu trabalho. Ao focar sua câmera para uma das portas que davam acesso à ala psiquiátrica, notou uma mancha na lente da câmera, ao limpá-la percebeu que não havia nada ali. Ele movimentava seu equipamento, e a sombra parecia imóvel. Pedro nunca havia passado por isso, pensou se tratar de alguma brincadeira continuou a fotografar. Quando estranhos barulhos, que se assemelhavam de uma menina se debatendo contra a porta, começaram a ficar intensos, Pedro correu pensando ser alguém em apuros. Quando abriu a porta, algo violentamente atravessou seu peito, perfurando seu coração. A câmera caiu e por muita sorte não se danificou.

Cidade de Santarém 2008: Neide, Ricardo e Bárbara formavam uma família feliz, moravam em um humilde sítio, que com o avanço da cidade estava ficando cada vez menor e a situação financeira deles ficava cada vez pior. Bárbara gostava muito de seus pais, era uma menina encantadora de apenas 11 anos. Brincava sempre sozinha com os poucos animais da fazenda. Neide era uma mulher muito justa e batalhadora, sempre conseguiu manter o equilíbrio na casa, mesmo passando por tantas dificuldades. Depois de alguns meses a situação começou a se complicar, era época de seca, as plantações estavam morrendo e a única solução encontrada por Ricardo foi vender um de seus cavalos. Era uma tarde nublada, ele amarrou o animal numa carroça, consigo levou algumas armas e pólvora para tentar vender no mercado da cidade. Bárbara pede para que ele traga uma boneca que ela tanta desejava, pois seu aniversário estava muito próximo. Muito triste e com pena de sua filha ele diz que irá tentar realizar o sonho da menina. Várias horas se passaram, começou a trovejar, Ricardo retornava para sua casa. Conseguiu vender apenas o cavalo, não achou comprador para o restante do material que levava. Bárbara avista seu pai, vindo pela estrada, muito contente e aguardando ansiosa por seu presente, corre e avisa sua mãe. As duas aguardam na porta da residência, quando um forte raio cai pelas redondezas, o som do trovão foi tão forte que fez com que o cavalo se assustasse. Ricardo perdeu controle das rédias, em pânico o animal tenta fugir, mas continuava preso à carroça. Bárbara e sua mãe tentaram correr para ajudar, mas a carroça vira, uma pequena faísca é produzida, acidentalmente a pólvora se espalha, causando assim uma enorme explosão. Ricardo gritava muito, seus pedidos de ajuda podiam ser ouvidos à distância. Mãe e filha nada puderam fazer a não ser assistir a morte dele. Alguns objetos que estavam na carroça foram arremessados com a explosão, dentre eles estava a boneca que Bárbara tanto desejava. Intacta, a menina encontra e abraçada ao seu novo brinquedo, fica paralisada e parecia não acreditar que havia perdido seu tão amado pai. As chamas arderam por mais de uma hora e se alastraram pelo capim seco, muitas pessoas tentaram ajudar. Nada se salvou a não ser a casa onde elas moravam. Depois de algum tempo, Neide recebeu uma proposta de venda daquele local onde queriam construir um grande hospital. Sem pensar muito aceitou. Compraram uma casa no centro de Santarém e com o restante do dinheiro poderiam viver sossegadas, já que aquele local era muito valioso. Após a morte de seu pai Bárbara passou a ser uma menina triste e ainda mais solitária, pois pouco falava e nunca mais se separou do ultimo presente que recebeu dele. Apenas um cachorro foi levado para a casa nova. A mudança foi difícil para as duas, Bárbara sofreu muito e aos prantos entrou em sua nova moradia. Desde então seus trajes passaram a ser pretos, se fechou para o mundo. Renegou toda a ajuda que lhe foi oferecida. Neide preocupava-se e seu único consolo era pensar que tudo aquilo não passava de uma difícil fase. Um ano depois... Bárbara, nunca saia de casa, isto fez com que sua pele ficasse extremamente clara e pálida. Todas as noites,Neide escutava a filha conversar com alguém e ao espiar constatou que ela tinha a boneca como melhor amiga. Numa noite, algo de estranho aconteceu, Bárbara chorava muito e chamava por seu pai. Pensando em se tratar apenas de mais um sonho, Neide corre para ver o que estava acontecendo. Assustou-se ao encontrar a boneca suja de sangue, Bárbara continuava a gritar, sua mãe a acalma e depois a questiona sobre a boneca, sem obter nenhuma resposta recolhe o brinquedo de sua filha e vai para fora tentar limpar. Quando abriu a porta dos fundos, encontrou o cachorro morto, seu peito perfurado e com um vazio no local do coração. Neide ficou apavorada com a cena, num primeiro momento pensou ter sido obra de algum assaltante ou pessoa mal intencionada. Bárbara acalma-se e vai dormir. Devido ao susto, Neide nem se importa com a boneca suja, limpa e devolve para sua filha. A notícia se espalhou e todos pensavam ter algum maníaco rondando a vizinhança. Desde este dia a vida das duas tornou-se atormentadora, noite após noite, acontecimentos estranhos começaram a ocorrer na humilde casa. Armários abriam misteriosamente, objetos desapareciam e sons estranhos deixavam o ambiente aterrorizante. Neide não sabia mais o que fazer, sua única saída foi pedir para que a irmã e a sobrinha viessem ficar por um tempo na casa delas, pois com mais pessoas elas ficariam seguras. Por dois meses a situação ficou calma. Já era início do ano de 2009, o novo hospital da cidade iria inaugurar, muita expectativa rondava aquele povo, pois grande tecnologia foi utilizada naquele local. Bárbara continuava sendo a mesma menina calada e séria de sempre, nunca havia falado mais do que duas palavras com sua prima Bruna, que tinha a mesma idade. Bruna sempre quis brincar com a boneca da prima, mas sempre foi rejeitada por ela. Num domingo, todas vão dormir logo cedo. No meio da noite Neide sente um cheiro de fumaça, se levanta e depara-se com sua cozinha em chamas. Todos os vizinhos acordam e correm para ajudá-la. Próximo à porta de saída encontram a boneca de Bárbara, levemente queimada, mas sem grandes estragos. Neide estranha e decide jogar o brinquedo fora. Após passar o susto, todos voltam a dormir. No dia seguinte, Neide encontra a filha dormindo com a boneca que ela tinha jogado fora. Ela então cala-se e começa a desconfiar de sua filha, que era perturbada e misteriosa. Em um dia que Bárbara estava em outro cômodo da casa, Bruna pega a boneca de sua prima e começa a brincar. Bárbara retorna e encontra a menina com a boneca. Revoltada, pela primeira diz uma única frase. "- Você irá se arrepender por isso!" Bruna solta o brinquedo e vai de encontro à sua mãe. Na noite daquele mesmo dia, novos acontecimentos estranhos tiveram início, desta vez quem gritava muito era Bruna que dormia no mesmo quarto que Bárbara. Neide e sua irmã correm para ver o que estava acontecendo. O choque foi grande ao ver Bruna morta, também com um buraco em seu peito. O olhar de Bárbara era intenso, ficou parada em pé com a boneca em sua mão direita olhando para o corpo da menina. Suas mãos estavam sujas de sangue assim como a boneca. Neide não conseguia acreditar que sua filha havia matado a própria prima. Desesperada espanca a menina, que não teve nenhuma reação. Bárbara permaneceu dois meses acorrentada na cama, até que o novo hospital fosse aberto ao público. A mãe de Bruna foi embora e nunca mais deu qualquer notícia. Neide chorava muito, mas internar a filha era a única solução. A boneca foi mais uma vez retirada das mãos da menina. Já internada no hospital, Bárbara recusava-se a usar as roupas dos internos e continuava com seus trajes pretos. Mais um mês se passou. A menina estava piorando a cada dia, queria de qualquer forma sua boneca de volta. Os médicos acharam melhor que ela tivesse seu desejo realizado. Neide assim o fez, no dia da visita quis entregar pessoalmente e ficar a sós com ela. Depois de uma hora, os médicos acharam estranho o silêncio e a demora, quando abriram a porta da sala: Bárbara havia matado sua própria mãe, com as próprias unhas arrancou seu coração e comia como se fosse um saboroso doce. Os médicos ficaram abismados com o que viram. Bárbara foi novamente amarrada e sedada. A notícia se espalhou, todos na cidade temiam a menina e principalmente sua boneca, pois muitos acreditavam ser um objeto amaldiçoado. Mais dois meses se passou, a aparência dela era horrível, com muitas olheiras, cabelos negros e compridos. Os médicos e enfermeiras a temiam, eram poucos os que chegavam perto da menina. Toda a equipe achou por bem retirar novamente a boneca de suas mãos. Neste dia a situação se complicou. Bárbara dava gritos, e negava-se a entregar seu brinquedo. Mesmo lutando, a boneca foi levada para o incinerador. No exato momento em que foi jogada no fogo, o prédio do hospital também começa a arder em chamas. Em segundos o fogo se alastrou, a ala das crianças foi atingida, ninguém conseguiu fazer nada. Centenas de pessoas morreram naquele dia. Bárbara também foi carbonizada, poucos se salvaram. Mesmo com a grande tragédia, muitos se alegraram ao saber que a menina havia morrido, pois assim davam por encerrada as ações macabras daquela menina.


Um amigo de Pedro, estranha a demora de seu amigo, ao procurar por todos os andares do hospital, encontra sua câmera caída e logo em seguida seu corpo, com uma grande perfuração no peito. As fotos dele são reveladas, mas o temor foi enorme ao constatarem a presença de uma menina vestida de preto, segurando uma boneca em todas as fotos.

19 de jul de 2013

Começo do Fim

Curvei-me para pegar o que tinhas a me oferecer
mas recuei com medo de entorpecer
 firmei-me em minhas convicções
 afastando-me das sua ilusões

 encontro e confronto com más lembranças a todo momento
memórias simplórias se vão sinais do esquecimento
fim da depressão
começo da cicatrização do coração.

11 de jul de 2013

Vivendo sem amor

Porque sem amor, e vida é como as quatro estações sem o verão. 
Sem amor, a vida é como Rock and Roll sem um baterista.
Porque sem amor, a vida perde seu rumo.
Sem amor, a vida é como uma festa sem música.
Sem amor, é como ter uma grande chance e deixa-la escapar entre os dedos.
Sem amor
A vida é como uma semana só de segundas.
Apenas sorvetes e nunca chocolate.
Como um circulo sem centro.
Como pássaros sem asas.
Como viver sem liberdade.
Como jogar futebol sem bola.
Como o céu sem as estrelas.
Como o sol sem a lua.
Como o dia sem a noite.
Enfim, sem o amor a vida perde o sentido.

8 de jul de 2013

Cuidado, julgamentos levam á morte

A garota se cortava. Mas porque? Bem, isso não sei explicar, pois nunca sabemos a dor da outra pessoa sem passar pelo o que ela passou ou passa. Ela poderia ter sido esquecida pelos pais, poderia ter sofrido bullying durante anos, poderia estar tendo bulimia, ela poderia ter apanhado a sua infância inteira, poderia ter sido abusada, poderia ter problemas mentais sérios, poderia ter sido excluida durando uma vida toda, poderia ter perdido a mãe ou o pai e poderia estar numa depressão profunda... Bem, são apenas hipóteses. Sabe quando você tem seus problemas, chora e odeia que as outras pessoas fiquem te julgando? Pois é, aquela garota sente isso, mas ela tem outra forma de pensar e ela precisa de ajuda pra parar com esse tal ''jeito'' o mais rapido possível. Isso não é e nunca será assunto ou motivo de piada. Você gostaria que enquanto você estivesse sofrendo ou chorando alguma pessoa risse de da sua cara? Acho que não. Não devemos rir do sofrimento das outras pessoas. Nunca! Vivemos em uma sociedade hipócrita, onde as pessoas só pensam em julgar e humilhar umas as outras ao invés de ajudar. Se você faz isso, mude suas atitudes. O mundo precisa de pessoas boas e humildes que saibam fazer com que as outras se sintam especiais. Você sabe quantas pessoas no mundo ja tentaram se matar por conta de julgamentos? A cada 5 minutos, uma pessoa é agredida. A cada 5 minutos uma pessoa sofre bullying ou cyber bullying. A cada 5 minutos, uma criaça perde um pai ou uma mãe. Poucos sabem dor de perder um membro da familia. Poucos são fortes para aguentar a saudade e conseguir aprender a viver sem eles. Outros, não. Se cortam, tomam remédios exagerados, tentam se matar. você acha que devemos rir ou fazer piadas com tudo isso? Porque ao invés de julgar chamando a pessoa de louca, doente, puta que se corta, retardada, você não ajuda? Porque ao invés de você ficar humilhando aquela pessoa na frente de todos até que ela se sinta um pedaço de bosta ou chore, você não ajuda? Cara, se você faz isso, para! Pessoas que se cortam ou sofrem, um dia vão conseguir superar toda a dor. Mas e você que só sabe xingar, agredir com palavras e humilhar os outros? Fera, isso não te faz melhor do que ninguém, só te faz ser um tremendo idiota sem coração, pois sua personalidade é essa e não muda seus atos. Por favor, não seja mais um hipócrita na sociedade, mas se você não quiser seguir esse conselho, saiba que o único doente daqui é você. :)

Bloqueio

        3h e 4m da madrugada, abro os de subito, não faço a mínima ideia de como sei que são 3h e 4m da madrugada. Olho para o relógio em meu pulso e vejo passar de 3h e 4m para 3h e 5m graças aos ponteiros que brilham no escuro. Agora são 3h e 5m da madrugada, levanto, vou a cozinha, abro a geladeira e não sei o que faço acordado. Encho um copo de leite, vou até a varanda, bebo o leite e espoco o copo no chão. Por que espoquei o copo no chão? Cavo atrás de uma planta e enterro lá os cacos. Volto para o quarto, ligo o computador, abro o Word, desligo o computador. Volto à varanda, olho para o céu, vou pra sala e pego lápis e papel, guardo lápis e papel. Volto para o quarto, deito e volto a dormir...

A Garota e a Depressão

E ela era uma garota feliz. Mas o que exatamente era ''ser feliz''? Será que era apenas sair com os amigos? Será que era apenas ter uma vida social? Será que era apenas ter dinheiro? Não. Mas pra falar a verdade, ela não era tão feliz assim. Todas as vezes que aquela música triste tocava no fone de ouvido, ela ia para a sua cama chorar. As lágrimas caiam sobre o seu travesseiro e ele ficava encharcado.
Não sabia ao certo pelo o que, ou o porquê de daquelas lágrimas. Talvez seria porque ela já estava cansada de ter que aguentar pessoas magoando seu coração a cada dia que passava. Talvez ela estaria cansada de ficar calada toda ver que alguém fosse grosso(a) com ela, ou a ofendesse com julgamentos absurdos de se ouvir. Talvez fosse porque ela não aguentava mais sentir saudade de seus pais que já haviam partido faz um tempo. Mas porque ela não reagia? ela tinha medo do que poderia acontecer. Ela tinha medo de que alguém pudesse fazer algo pior a ela. Afinal, nunca se sabe o que as pessoas são capazes de fazer.
Para todo lugar que ela olhava, via pessoas sorrindo, via crianças com seus pais ao lado, via felicidade, mas ela era a única que ficava sentada num canto da janela, chorando por ainda não ter superado essa dor dentro do peito. Ela era muito apegada aos seus pais, mas nunca deu muita importância quando eles diziam: ''Filha, vai estudar!'' ''Filha, nós te amamos'' ''Filha, venha nos ajudar!'' ''Filha, estamos com saudade dos seus abraços''. ela simplesmente virava a cara e ia sair com seus ''amigos'', que na verdade, não eram tão amigos assim.
Sabe como é você chegar em casa e não ouvir: ''o jantar ta pronto!''. Sabe como é ir deitar e não sentir uma mão passando sobre seu rosto dizendo que tudo iria ficar bem? Sabe como é sair de casa sem receber um beijo dizendo que pra você tomar cuidado? Sabe seu pai e sua mãe? Eles te amam mais do que tudo. Você pode ter cometido o pior erro da sua vida, mas eles sempre estarão do seu lado. Sabe aquelas pessoas que você chamava de ''amigos''? Eles nunca deram importância pra você! Deixa se ser retardado e dê valor pras pessoas que realmente se importam com você!
Essa garota perdeu seu bem mais precioso, perdeu sua família. E hoje ela sofre pelo mundo, chorando de tanta depressão e saudade. Ela provavelmente deve ter tentando se matar, pois seu psicológico era fraco ao extremo. Ela não foi forte, mas aguentou a solidão enquanto pôde.
Mas afinal, como seria se VOCÊ perdesse seus pais?

Amor mentiroso

Hoje em dia as pessoas não dão mais valor para as coisas mais preciosas da vida. Sabe porque? Um ''Eu te amo'', virou um simples ''bom dia'', um beijo na boca virou um simples gesto de ''pegação'' e não de amor, um abraço virou um simples aperto de mão diário. Amizades que foram tão bem cativadas ao longo dos anos viraram coisas falsas, cheias de inveja e mentiras. Eu, sinceramente, não acredito mais nessa história de que ''princesas'' precisam de um ''príncipe'' ao lado para serem realmente felizes. Um dia vi um pequeno texto e nele dizia que garotas são como maças em árvores. As maçãs mais fáceis ficam no chão ou no galho mais baixo e a maioria dos garotos só pegam elas. Só que também existe a maçã mais difícil, que é a que fica no topo da árvore e só o garoto mais corajoso terá a atitude de subir para ir busca-la.
Com o passar do tempo, o amor virou uma palavra simples de se dizer e não mais um sentimento profundo que temos a partir do momento em que olhamos para aquela pessoa especial. Você sabia que quando olhamos para a pessoa que amamos, nossas pupilas dilatam? pois bem, isso acontece. Poucas pessoas ainda sabem o verdadeiro valor de uma paixão. Poucas ainda sabem o valor de uma amizade, afinal de contas, a amizade também é um tipo de amor.
Eu sempre vejo em redes sociais pessoas dizendo que se amam mais do que tudo no mundo, mas na verdade, a maioria dessas pessoas só falam isso por falar. Já vi garotas de 12 anos, com garotos de 16, garotas de 15 com caras de 20 anos, mas isso não importa, na verdade, quando se ama profundamente a idade não importa. Sabia que no romance de Romeu e Julieta, ele tinha 17 e ela tinha 13 anos? bom, como você pode ver eles eram bem novos, mas mesmo assim tinha uma grande paixão um pelo outro. Esse romance é um dos mais famosos mundo e já tirou lágrimas de muita gente, pode ter certeza.
Mas afinal, ''amar'' significa apenas beijar na boca e namorar? Claro que não! Ter amigos e xinga-los sempre que possível (rsrs) também é um gesto de amor. Mas ainda assim, não acredito muito no amor da amizade, pois já fui traída tantas vezes que poucas ainda são importantes para mim nos dias de hoje.
Bem, se você não tem um namorado ou uma namorada, você provavelmente deve ter amigos, mas cuidado, ande sempre com um pé atrás em relação a isso. Confiança tem limites. Bem, se você não tem nenhuma dessas coisas que citei anteriormente, você com certeza tem pais. Ame eles com todas as suas forças, pois eles te deram a vida, eles te criaram e te deram amor durante todo seu crescimento.
Enfim, apenas não esqueça: ame como se o dia fosse acabar amanhã! Ame verdadeiramente e nunca por falta do que fazer. Se você quiser ''amar'' os outros apenas por não ter mais nada importante pra fazer, vai lavar a louça. Isso é bem melhor do que ficar fazendo papel de idiota.

4 de jul de 2013

Melancolia e Cólera


Desfiz meus planos
Fragmentei meus sonhos
Planejei tudo pra nós dois.
Mas foi em vão
pois não havia a sua aprovação

Quem destruiu minha vida foi eu
Rasguei as páginas do meu viver
Quem destruiu minha vida foi eu
Mas o motivo foi você

Me alimentei de Augusto dos Anjos
Tatuei na minha alma a melancolia,
a cólera é minha refeição rotineira

Procura imaginar meu futuro
mas não vejo nada.
Nada claro ou na penumbra
Debruço-me sobre o meu passado e descarrego
todo o peso que constantemente pesa sobre mim
Tenho medo e raiva.
Medo de mim
Raiva de mim
Medo de tí

Quem destruiu minha vida foi eu
Rasguei as páginas do meu viver
Quem destruiu minha vida foi eu
Mas o motivo foi você

25 de jun de 2013

No momento

No momento...
não há sentimentos
não há razão nem emoção
acabou a melancolia
acabou o dia...


No momento...
está escuro o que era reluzente
o olhar fixa apenas o horizonte


No momento...
Não há espera
não há partida
não há memórias
não há vida

23 de jun de 2013

Olhos Vermelhos

Bate com mais força,
Querendo me rasgar o peito,
Bate com mais força, 
Sou fúria por inteiro.

Rubros ficam meus olhos,
Meu corpo começa a tremer,
Ah o estrago que quero fazer.

Por favor não me provoque,
Por favor me provoque.
Não me faça soltar o que tenho aqui dentro
Me faça soltar o que tenho aqui dentro

Sou fúria, sou poder,
Sou ira, vá se esconder.

11 de jun de 2013

MEDO

Medo é um guri num buraco escuro quando puxa.
Guarda o assombro, caveiras e uma risada de bruxa.
Diz que vive vagando no vulgo roxo de mortalha,
a cabeça decepada na mágoa duma navalha.



MEDO

Não raras vezes sinto medo...
Medo de sentir e querer gritar.
Medo de olhar mais além.
Medo de cair e não poder me levantar.
Medo das marés que o mar da vida tem.

Não raras vezes sinto medo...
Não de morrer, mas de viver.
Medo de trocar o Ter pelo Ser.
Medo de esquecer 
que tenho asas nos pés
e que no entanto...
Sou frágil como outonais folhas.
Sinto medo de esquecer 
que tudo depende das minhas escolhas...

O medo intimida. Paralisa.
Mata inocentes. Desenterra o passado.
Revira mundos e fundos. Dá vida a defuntos.
Faz o olho esbugalhado.
Faz correr adrenalina no coração aterrorizado.
Faz trocar a mentira pela verdade
e a verdade pela mentira.
Substitui o certo pelo errado.
Tira a liberdade.
Afugenta a amizade.
Aniquila o amor.
Provoca dor.
Dor.
Dor.
Dor.
E mais
d
o
   r...

6 de jun de 2013

Virtudes e Indecências - Parte 17



[...]
Sentada na cadeira, Daiane estava de olhos fechados, o telefone enfiado entre o ombro e a orelha. Era um daqueles clientes que só queria falar, sem ouvir, quase o tempo todo. Cabia a ela apenas emitir ruídos de aprovação. Belo trabalho eu fui arranjar, pensou, e retirou uma lágrima dos cílios.
Não devia deixar Deise irritá-la assim. Sabia exatamente o que estava fazendo e, embora precisasse de uma pequena ajuda para impedi-la de perder a cabeça, tinha todo direito aos comprimidos.
- Não, é maravilhoso. Não, não quero que você pare. – Reprimiu um suspiro e desejou ter-se lembrado de deixar um bule de café pronto. Deise desconcentrara-a. Daiane mudou o telefone de orelha e conferiu o relógio. Ele tinha dois minutos para gozar. Às vezes parecia incrível como dois minutos podiam ser longos.
Ergueu os olhos uma vez, achando que ouvira um barulho, então voltou a atenção para o cliente. Talvez devesse deixar Deise levá-la para o Rio por um fim de semana. Talvez lhe fizesse bem sair, tomar um pouco de sol. O problema era que, com a irmã por perto, nunca parava de pensar em seus próprios defeitos e fracassos. Sempre fora assim, e ela aceitara que sempre seria. Apesar disso, não devia ter se descontrolado com Deise, disse a si mesma, massageando a têmpora. Mas agora já estava feito, e ela precisava trabalhar.
O coração de Thiago batia como um tarol. Ele ouvia-a murmurar, sussurrar. Aquele riso baixo inundou-o. As palmas das mãos pareciam gelo. Imaginava como seria aquecê-las nela.
Ticiane ficaria feliz ao vê-lo. Deslizou a costa das mãos sobre a boca ao aproximar-se. Queria surpreendê-la. Tinham sido necessárias duas horas e três carreiras de cocaína, mas ele acabara por reunir coragem para ir procurá-la.
Sonhara com ela na noite anterior. Ela pedia-lhe que viesse, suplicava. Ticiane. Queria ser sua primeira mulher.
O corredor estava escuro, mas ele via a luz sob a porta do escritório. E ouvia a voz atravessá-la. Acenando-lhe. Provocando-o.
Precisou parar um instante, apoiando a palma da mão na parede para descansar. Só para recuperar o fôlego. O sexo com ela seria mais desvairado que qualquer barato bombeado ou inalado pelo corpo. O sexo com Ticiane seria o auge, o pináculo supremo. E, quando os dois terminassem, ela lhe diria que ele era o melhor.
Ticiane parara de falar. Thiago ouviu-a deslocar-se. Aprontar-se para ele. Devagar, quase desfalecendo de excitação, abriu a porta.
E lá estava ela.
Balançou a cabeça. Ela era diferente, diferente da mulher de suas fantasias. Morena, não loira, e não usava preto transparente nem renda branca, mas saia e blusa simples. Confuso, ficou ali mesmo parado no vão da porta, olhando.
Quando a sombra caiu sobre a escrivaninha, Daiane ergueu os olhos achando que pudesse ser Deise. A primeira reação não foi de medo. O garoto que a fitava podia ser um de seus alunos. Ela levantou-se para repreendê-lo.
- Como entrou aqui? Quem é você?
Não era o rosto, mas aquela voz. Tudo o mais desapareceu, menos a voz. Thiago aproximou-se, sorrindo.
- Não precisa fingir, Ticiane. Eu disse que viria.
Quando ele avançou para a luz, ela sentiu o gosto do medo. Não era necessário ter experiência com a loucura para conhecê-la.
- Não sei do que você está falando. – Ele a chamara de Ticiane, mas não era possível. Ninguém sabia. Ninguém podia saber. Tateou a mesa, à procura de uma arma, enquanto calculava a distância. – Terá de ir embora ou chamarei a policia.
Mas ele continuou sorrindo.
- Tenho ouvido você durante semanas e semanas. Então, ontem à noite, você me mandou vir. Estou aqui agora. Para você.
- Você é louco. Eu nunca falei com você. – Tinha de ficar calma, muito calma. – Cometeu um erro, agora eu quero que saia.
Aquela voz. Ele teria reconhecido entre milhares.
- Toda noite eu escutava você. – Estava excitado, desconfortavelmente excitado, e tinha a boca seca como pedra. Enganara-se era loira, sim, loira e linda. Devia ter sido efeito da luz antes, ou a própria magia dela. – Ticiane – murmurou. – Eu amo você.
Com os olhos nos dela, começou a desafivelar o cinto. Daiane agarrou um peso de papel, arremessou-o e precipitou-se para a porta. Atingiu-o de raspão na cabeça.
- Você prometeu! – Ele a tinha agora, os braços rijos, magros, mas resistentes, apertados à sua volta. A respiração saiu em arquejos quando colou o rosto no dela. – Quero mais que conversa agora, Ticiane.
Era um pesadelo, ela pensou. Ticiane era um faz de conta, e também aquilo. Um sonho, só isso. Mas os sonhos não machucam. Daiane sentiu a blusa ser rasgada enquanto lutava. O louco tinha as mãos por todo seu corpo, por mais que ela lutasse e chutasse. Quando afundou os dentes no ombro dele, o garoto ganiu, mas a arrastou para o chão e rasgou-lhe a saia.
- Você prometeu! Você prometeu! – Repetia sem parar.
Sentia a pele dela agora, macia e quente, igual ao que imaginara. Nada o deteria.
Quando ela o sentiu penetrá-la começou a gritar.
A paixão explodia na cabeça de Thiago, mas não como ele queria. Os gritos dela estragavam tudo.
Lançando a mão com ímpeto, ela empurrou-o e bateu na mesa. O telefone caiu no chão ao lado de sua cabeça.
Ele pegou o fio, enrolou-o no pescoço de Daiane e puxou-o até os gritos cessarem. [...]