20 de ago de 2012

A menina do capuz vermelho


 A menina do capuz vermelho,
Trazendo uma encomenda      
Encurtando a história,
Fronte conhecida...

Acho que caiu a ficha,
Sabem de quem falo
Na emoção da estrada,
Com adrenalina nas veias...

Deveras mente, não resumi-la
A qualquer ser,
A qualquer do eu,
Nasce flor vermelha
Para que linda cresceu...

A história resume-se a uma menina,
Com seu capuz vermelho,
Que sai da casa de sua mãe
Pega o caminho errado,
Longínquo encurtado,
Amor mal-amado...


O lobo interferiu,
A dor em mim se partiu,
Na menina do capuz,
Vermelho paixão..

Sacana vem o lobo,
Carne humana, seu interesse,
Demonstra-o sem censura,
Amargura, loucura...

Nesse processo de demora,
Que a menina que,
Fronte menina, fronte senhora,
Divina, com seus capuzes,
Da cor da paixão...

O lobo que vidas rompeu,
Romperá mais uma vida,
Tornando-lhe  fronte partida
Por um desejo infantil...

No cantil de amor,
Que e ‘inda resta naquele coração,
Vai o lobo desmascarando-se,
Sanguinariamente,
Solitário, entristecido,
Com vidas partindo
Por diversão

E o resto dos seus dias,
Trancado numa cela,
Como um sujo criminoso,
Chora ela, a menina do capuz vermelho...

Nobre injustiçada,
Sonhando,
Mal amada...
Sai do solo quando pensa,
Que sua vida quase se foi,
Por causa de um lobo...